A reportagem do portal LeoDias contou a história de Bruno Henrique dos Santos Monteiro, portador da doença chamada Hiperoxalúria Primária Tipo 1 (HP1), que afeta os rins. Esse problema de saúde é considerado hereditário e ultrarraro, e o veículo detalha mais sobre a condição, segundo a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).
A Hiperoxalúria Primária Tipo 1 (HP1) é causada por mutações genéticas que provocam deficiência na atividade da enzima hepática chamada alanina-glicoxilato aminotransferase, resultando na produção excessiva de oxalato de cálcio no fígado — substância formada pela combinação de cálcio e oxalato. Essa superprodução impacta negativamente a concentração de cálcio na urina e sua eliminação pelos rins.
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As manifestações mais comuns da doença são a formação de pedras e o acúmulo de cálcio nos rins, doença renal crônica e falência renal, podendo envolver presença de sangue na urina, ardência ao urinar, dor, infecção do trato urinário ou passagem de cálculos.
Esses sintomas podem ser acompanhados de oxalose sistêmica, que é o acúmulo de oxalato de cálcio em diferentes órgãos, como olhos, ossos, coração e tecidos moles. Dessa forma, podem ocorrer comprometimento dos nervos, hipotireoidismo, lesões na pele e em outras partes do corpo provocadas por vasculite, além de alterações nos batimentos cardíacos e inflamação do músculo do coração caso haja acúmulo de cristais nesse órgão.
Estima-se que existam de 1 a 3 casos da doença por 1 milhão de pessoas na Europa e na América do Norte. No Brasil, há registro de 21 pacientes, sendo 71% deles com doença renal em estágio 5, caracterizada por falência renal e necessidade de hemodiálise ou transplante renal.



