Indicadores no Brasil são desafiadores, diz diretor da Fundação Dom Cabral

Por CNN Brasil 02/07/2026 às 17:34

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A discussão sobre produtividade voltou ao centro do debate no setor produtivo brasileiro, impulsionada pela proposta de redução da jornada de trabalho em análise no Congresso Nacional.

Em entrevista ao CNN Money, Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, afirmou que os atuais indicadores do país tornam esse cenário ainda mais desafiador.

Segundo o especialista, a Fundação Dom Cabral avalia a competitividade com base em três pilares: investimento em educação, inovação e tecnologia. Ao analisar especificamente o desempenho brasileiro na área educacional, o diagnóstico é preocupante.

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“Os indicadores do Brasil, se eu colocasse aqui o olhar específico para a educação, eles são bem desafiadores”, afirmou. Ainda assim, ressaltou que a visão da instituição é voltada para crescimento e oportunidades, e não para o pessimismo.

No campo da inteligência artificial, Tadeu destacou que o Brasil ocupa a 67ª posição no ranking acompanhado pela fundação. Para ele, o principal desafio não está no uso individual da tecnologia, mas em sua incorporação pelas empresas.

“O desafio não é no uso pessoal, o desafio é no uso nas empresas”, disse. Segundo o especialista, a adoção da IA precisa gerar ganhos concretos de eficiência e redução de custos operacionais, em vez de se restringir a aplicações cotidianas.

Ele também observou que parte dos trabalhadores ainda resiste ao uso da inteligência artificial por receio de perder o emprego ou ter a jornada reduzida. Na avaliação de Tadeu, esse obstáculo deve ser enfrentado por meio de programas de treinamento e capacitação.

“Qualquer inovação e qualquer tecnologia sempre veio para gerar benefício”, afirmou, defendendo que as empresas desenvolvam estratégias para transformar a IA em um fator efetivo de aumento da produtividade.

Ao tratar das métricas de desempenho, o especialista explicou que o indicador mais adequado é a PTF (Produtividade Total dos Fatores), que considera aspectos como disponibilidade de capital, investimentos em inovação, tecnologia e qualificação da mão de obra.

Segundo ele, a produtividade média do Brasil e da América Latina cresce historicamente entre 0,8% e 0,9% ao ano, enquanto países do hemisfério norte registram expansão de 1,5% ou mais, impulsionados por investimentos contínuos nesses pilares.

Para Tadeu, essa comparação evidencia a necessidade de recolocar educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento no centro da agenda nacional. Ele destacou que o Brasil possui vantagens competitivas, como na área de energia, que poderiam ser aproveitadas para exportar conhecimento e inovação.

“Produtividade não é uma medida de curto prazo, é uma medida de longo prazo”, concluiu, defendendo a implementação de projetos estruturantes capazes de formar uma população mais qualificada e fortalecer empresas geradoras de emprego, renda e crescimento sustentável.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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