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O retorno do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, tem intensificado a ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, ondas de calor e tempestades.
O que antes era tratado como exceção passou a fazer parte da realidade das empresas, impactando desde pequenos comércios até grandes cadeias produtivas.
Em entrevista ao DNA Empreendedor, Lucas Conrado, do Fundo de Impacto Estímulo, destacou que o clima deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar uma variável estratégica para os negócios.
“Porque clima começou a afetar no bolso, no faturamento. Quando uma enchente acontece, a operação para”, afirmou.
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Segundo o executivo, ondas de calor e secas extremas também comprometem fornecedores e reduzem a produtividade ao longo de toda a cadeia produtiva.
Como exemplo, Conrado citou as enchentes no Rio Grande do Sul. O Fundo Estímulo, criado em 2020 para apoiar pequenos empreendedores em situações de emergência, atuou em crises como as de Petrópolis, do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul.
Em 2024, a organização estruturou uma iniciativa específica para apoiar empreendedores afetados pelas enchentes no estado, com a participação de grupos empresariais e instituições financeiras.
Além dos danos diretos, como a perda de equipamentos e a interrupção das atividades, Conrado ressaltou os efeitos indiretos dos desastres climáticos. Um dos exemplos mencionados foi o de uma escola de inglês que tinha o Aeroporto Salgado Filho como principal cliente.
Com a paralisação das operações do terminal por seis meses, a empresa perdeu sua principal fonte de receita. “Do nada, o maior cliente dela desapareceu”, relatou.
Para enfrentar esse cenário, Conrado recomenda três medidas principais: mapear vulnerabilidades do negócio, diversificar fornecedores e clientes, investir na digitalização de processos e criar uma reserva financeira para emergências climáticas, além de considerar a contratação de seguros específicos.
O executivo também destacou que a adaptação climática pode se tornar uma vantagem competitiva. “As empresas que vão se destacar no futuro não vão ser necessariamente as maiores empresas, mas quem tiver mais adaptabilidade a esses cenários”, afirmou.
Segundo Conrado, a discussão sobre adaptação climática é global e tem recebido cada vez mais atenção de investidores e organizações internacionais.
A principal mensagem aos empreendedores, segundo Conrado, é encarar a preparação para eventos extremos como investimento.
“O clima já entrou no caixa. As empresas precisam olhar isso como investimento e não como custo. É muito mais barato você se preparar do que remediar”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
