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O Irã não reabrirá o estreito de Ormuz até que suas condições sejam atendidas e os compromissos dos Estados Unidos sejam cumpridos, afirmou neste domingo (20) o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, segundo a agência semioficial Fars.
Qalibaf disse que o Irã precisa combinar ações militares e negociações diplomáticas. Segundo ele, Teerã deve usar força militar para afastar seus inimigos e, quando houver uma oportunidade, recorrer à diplomacia para consolidar os ganhos obtidos no campo de batalha.
O presidente do Parlamento afirmou que as posições do Irã na frente diplomática são “claras, racionais e inegociáveis”. Segundo Qalibaf, as condições de Teerã foram transmitidas à outra parte por meio de intermediários.
Ele disse ainda que não haverá possibilidade de retomar o formato anterior de negociações nem de reabrir o estreito de Ormuz enquanto as condições não forem cumpridas, os direitos “inalienáveis” do povo iraniano não forem reconhecidos e os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos.
Em entrevista à Al Jazeera divulgada no sábado (19), o chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que Teerã apresentou a mediadores suas condições para retomar as negociações destinadas a encerrar a guerra com os EUA.
Segundo Rezaei, as exigências incluem o fim da guerra em todas as frentes, o desbloqueio de fundos iranianos e o encerramento do bloqueio naval. Ele afirmou que as consultas continuam com mediadores do Catar e do Paquistão e que Teerã aguarda uma resposta do presidente dos EUA, Donald Trump.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por yasmincaetano.
