Irmão de Eloá fala sobre Lindemberg em documentário: “Acabou com a família”

Por CNN Brasil 27/06/2026 às 16:32

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Ronickson Pimentel, 39, irmão mais velho de Eloá Pimentel, foi baleado durante uma tentativa de execução na manhã deste sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. De acordo com informações confirmadas pela CNN Brasil, o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) saía de uma academia, quando foi surpreendido por dois rapazes em uma moto.

Em 2025, o policial falou sobre o assassinato da irmã durante o documentário “Caso Eloá: Refém ao Vivo”, disponível na Netflix. Eloá foi assassinada pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, após ser mantida em cativeiro em Santo André, em 2008.

Em entrevista à produção da Netflix, Ronickson Pimentel falou sobre o crime cometido por Lindemberg: “Ele acabou com a minha família. Hoje, a gente consegue [seguir], mas a vida fica. Como seria se Eloá estivesse aqui? Estaria conhecendo minha filha”, afirmou o irmão da jovem.

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O assassinato cometido por Lindemberg Alves aconteceu após o término do relacionamento dele com Eloá. Hoje, o ato é definido como feminicídio, assassinato de uma mulher envolvendo violência doméstica, menosprezo ou discriminação à dignidade da mulher. Mas, na época, chamado de “crime passional”.

Ao relembrar o início do namoro de Eloá, o irmão revelou que não concordava com a relação.

“Nunca concordei com esse namoro. Na comunidade, todo mundo conhece todo mundo. Tem cara que morreu por tráfico, tem cara que foi preso, e era tudo a mesma molecada. E com essa rapaziadinha nunca me envolvi, nunca fui de ter amizade com esse pessoalzinho. E o Lindemberg eu via vez ou outra com esse pessoalzinho. E isso me incomodava: ‘Puts, o cara namora minha irmã’”.

Durante o relato no documentário, o irmão de Eloá também detalhou uma situação após a jovem terminar o namoro. Segundo ele, certa vez, Lindemberg abordou a ex-namorada na rua com agressividade. Após a situação, Ronickson procurou o rapaz.

“Na mesma hora que eu fiquei sabendo, fui na casa dele e falei: ‘Vocês terminaram o relacionamento, minha irmã não quer mais voltar com você’”. No entanto, enquanto mantinha Eloá em cárcere privado, Lindemberg reviveu essa abordagem durante uma comunicação com Ronickson.

Em ligação com o Gate da PM, ele falou que eu não tinha pedido desculpas e enfatizou que, no momento, ele quem estava sob comando da situação. E ainda questionou ‘quem é você agora?’”, afirmou Ronickson.

Ao descrever a angústia enquanto a irmã era mantida em cativeiro, Ronickson relembrou o impacto da imprensa na cobertura do ocorrido: “Os repórteres iam por trás, tentavam entrar em outro apartamento, tentavam pegar qualquer coisa e isso atrapalhava”.

Após ser questionado sobre quanto tempo Lindemberg deveria ficar preso, o irmão mais velho de Eloá Pimentel não pensa duas vezes: “O máximo possível”.

Durante o documentário da Netflix, “Caso Eloá: Refém ao Vivo”, Ronickson também expõe o protagonismo recebido pelo criminoso. “E a Eloá? Que horas foi dada a voz para Eloá? Que horas que foi dada a oportunidade dela se expressar ou mostrar o que ela estava sentindo?”.

Relembre o caso Eloá

Lindemberg e Eloá começaram a namorar quando ela tinha apenas 12 anos. Em 2008, no entanto, Eloá decidiu terminar. Mas Lindemberg não aceitava o fim do namoro e começou a perseguir a jovem.

Em outubro de 2008, Eloá Cristina Pimentel foi morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após ser mantida em cativeiro em Santo André por mais de 4 dias.

Eloá foi mantida em cárcere com o criminoso do dia 13 ao 17 de outubro. No último dia, agentes realizaram uma operação para invadir o apartamento. Após a invasão da polícia, Lindemberg fez três disparos: um deles atingiu o rosto de Nayara, amiga da refém que também estava no local; e outros dois atingiram a cabeça e a virilha de Eloá.

O caso é frequentemente lembrado como um exemplo de feminicídio, com sinais evidentes de ódio baseado no gênero e tentativa de controle do criminoso sobre a vítima.

 

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabrielacarvalho

Conteúdo Original / Fonte: gabrielacarvalho

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