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As FDI (Forças de Defesa de Israel) informaram que dois drones explosivos do Hezbollah foram lançados contra tropas israelenses no sul do Líbano na madrugada desta segunda-feira (7), desencadeando ataques na região que mataram pelo menos nove pessoas na região.
Os bombardeios tinham como alvo tropas que operavam ao longo da crista de Ali al-Taher, local onde os militares anunciaram, na semana passada, ter concluído a eliminação de infraestruturas subterrâneas do Hezbollah.
Declararam, ainda, terem atingido um depósito de armas e outros “locais de infraestrutura terrorista”.
A Agência Nacional de Notícias, veículo estatal do Líbano, informou que os ataques atingiram um prédio residencial de três andares em Kfar Roummane.
As FDI afirmaram ter adotado medidas para “mitigar danos a pessoas não envolvidas” e que os relatos de civis atingidos estão “sendo analisados”.
O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que uma criança e um socorrista estavam entre as nove vítimas fatais dos ataques.
Ataques se intensificaram no fim de semana
Nesta segunda-feira (7), a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano) informou que os ataques haviam matado pelo menos 11 pessoas no fim de semana. A origem da discrepância entre os números não está clara.
Apesar de um acordo de cessar-fogo com o Líbano e das negociações diplomáticas em andamento, Israel também realizou ataques em várias outras áreas do sul do país, segundo a NNA, incluindo Arab Salim e Nabatieh al-Fawqa.
No domingo (6), o presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques israelenses contínuos como “um padrão persistente de ataques que vai além dos supostos alvos militares e atinge administrações civis e centros de saúde, refletindo uma clara intenção de atacar a continuidade das operações das instituições libanesas e interromper os interesses cotidianos da população”.
Aoun pediu que os Estados Unidos e a comunidade internacional responsabilizem Israel.
Desde o fim de semana, as FDI emitiram dois alertas de evacuação para o sul do Líbano, que se tornaram raros desde a assinatura do cessar-fogo, no fim de junho, sob mediação do governo Trump.
Um foi emitido na cidade de Arab Salim depois de afirmarem que um drone explosivo do Hezbollah havia sido lançado contra tropas israelenses no sul do Líbano. Na manhã desta segunda-feira (7), as IDF emitiram o segundo alerta para Deir Azharani após um novo lançamento de drone.
Bombardeio em Gaza
Outros ataques israelense deixaram 4 mortos na Faixa de Gaza neste domingo (6), segundo autoridades de saúde.
Um primeiro bombardeio matou um homem e a filha de 8 anos. Mohamed Abu Selmia, diretor do Hospital Al Shifa, maior unidade médica do enclave, afirmou que o ataque aéreo atingiu um veículo no oeste da Cidade de Gaza, matando Youssef Akila e sua filha, Wafaa, e ferindo outras seis pessoas.
Um porta-voz do Exército israelense afirmou que as forças tinham como alvo um integrante do Hamas e que os militares ainda avaliavam os resultados do ataque. Mais tarde, dois ataques israelenses separados mataram outras duas pessoas, incluindo uma criança, na Cidade de Gaza.
Eles afirmaram que um ataque israelense matou pelo menos um homem perto da empresa de telecomunicações, a leste da Cidade de Gaza, enquanto um tanque israelense atingiu uma escola que abrigava famílias deslocadas e matou um menino de 3 anos.
Um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 interrompeu os principais combates no território, mas não encerrou os ataques do Exército israelense, que afirma ter como objetivo impedir ofensivas do Hamas e de outros grupos armados em Gaza.
O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo e de prejudicar os esforços para implementar o plano mais amplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza, que também prevê a retirada das tropas israelenses e o desarmamento do Hamas.
Mais de 1.300 palestinos, em sua maioria civis, morreram em Gaza desde o início do cessar-fogo, em outubro do ano passado, segundo autoridades de saúde do território.
O Exército israelense afirma que quatro soldados israelenses morreram no período.
*Com informações da Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por yasmincaetano.
