Israel informou EUA sobre plano do Irã para matar Trump, dizem fontes

Por CNN Brasil 09/07/2026 às 20:33

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Israel compartilhou com os Estados Unidos informações de inteligência indicando que o Irã havia elaborado recentemente um novo plano para assassinar o presidente Donald Trump, segundo duas fontes a par do assunto informaram à CNN.

Uma das fontes afirmou que o alerta foi recebido nesta semana. Outra fonte disse que os EUA vinham recebendo, nas últimas semanas, um fluxo constante de informações sobre possíveis planos para assassinar Trump, mas o alerta de Israel era novo e tratava de uma conspiração específica.

Outras autoridades americanas sugeriram que o relato israelense poderia ser uma tentativa de influenciar a tomada de decisão de Trump, enquanto ele avalia se deve intensificar a ação militar americana contra o Irã.

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Os detalhes da conspiração apontada por Israel não ficaram imediatamente claros, e duas fontes a par do assunto disseram que os EUA ainda não haviam verificado as informações de forma independente.

O governo americano alerta há tempos que o Irã pode tentar matar Trump em retaliação ao ataque com drone ordenado por ele em 2020, que resultou na morte de um importante general iraniano, Qasem Soleimani.

Questionada sobre o alerta israelense — noticiado inicialmente pelo Wall Street Journal —, a Casa Branca apenas reforçou os comentários recentes de Trump.

“Eles querem eliminar o líder dos EUA — eu”, disse Trump a repórteres na quarta-feira (8). “Estou em qualquer lista que seja. Vi hoje de manhã que estou em todas as listas deles. E, até agora, acho que tive um pouco de sorte, mas talvez isso não dure muito. São pessoas más, doentes. E temos de extirpar esse câncer. Esse câncer. Sabe o que se faz? É preciso remover o câncer logo no início. É assim que eu penso.”

Mais tarde, Trump disse ter tomado conhecimento recentemente de uma nova lista que o apontava como o principal alvo de assassinato do Irã. Não está claro se ele se referia às novas informações da inteligência israelense.

Durante o fim de semana, multidões de iranianos pediram a morte de Trump durante as cerimônias fúnebres do líder supremo morto, o aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado no início da guerra.

As tensões entre os EUA e o Irã aumentaram nos últimos dias, com os dois lados trocando ameaças e ataques, enquanto um cessar-fogo de 60 dias para encerrar as hostilidades parece estar desmoronando.

Duas fontes com informações recentes da inteligência dos EUA disseram que a comunidade de inteligência está monitorando vários atores que discutiram ataques, mas não chegaram a agir; uma delas afirmou que as agências de inteligência americanas temem que o Irã possa visar diversas autoridades de alto escalão, atuais e antigas.

No entanto, essa fonte observou que o relatório israelense é visto — em parte — como parte de um esforço mais amplo de Israel para influenciar as decisões de Trump em relação ao Irã. Alguns membros da comunidade de inteligência sempre se mostram céticos em relação aos relatos israelenses, acrescentou a fonte.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou sérias dúvidas quanto aos esforços diplomáticos de Trump em relação ao Irã e entrou em conflito com ele sobre a ação militar israelense no Líbano, o que havia complicado as negociações. Os dois conversaram por telefone nesta quinta, e espera-se que Netanyahu visite Washington em breve para reuniões com o presidente.

Outra autoridade americana afirmou nesta quinta que os esforços diplomáticos com o Irã continuam ocorrendo nos bastidores, apesar da retomada de ataques entre os dois lados e da declaração de Trump, feita no dia anterior, de que o Memorando de Entendimento com o Irã estava “encerrado”. Washington e Teerã trabalham para alcançar um acordo nuclear até meados de agosto.

Várias autoridades informaram que houve preparativos para possíveis ataques na noite de quinta-feira, caso fossem necessários, mas que a opção foi pela diplomacia. Mais cedo, no USS Abraham Lincoln, equipes armaram caças e pilotos realizaram exercícios para o caso de serem convocados a realizar ataques. O comandante do porta-aviões, Dan Keeler, disse aos milhares de tripulantes a bordo que a situação estava se intensificando.

Enquanto os preparativos estavam em andamento, pilotos de caça continuaram realizando operações defensivas de rotina, com voos decolando ao longo do dia e da noite.

Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original TópicosDonald TrumpEstados UnidosGuerra do Oriente MédioIrãIsraelTeerã


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por marianacatacci

Conteúdo Original / Fonte: marianacatacci

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