Justiça mantém prisão de diarista suspeita de matar idosos em MG

Por CNN Brasil 06/07/2026 às 07:33

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A Justiça converteu em preventiva a prisão de Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Minas Gerais. A mulher passou por audiência de custódia na sexta-feira (3) na Central de Audiência de Custódia da Comarca da Capital.

Segundo a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, responsável pela decisão, Paola deve responder pelos dois crimes de latrocínio consumado, quando há roubo seguido de morte, pelo assassinato de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, no dia 29.

Após a realização de exames toxicológicos, foi possível confirmar a ausência de medicamentos psiquiátricos e substâncias entorpecentes presentes no sangue da suspeita. No entanto, a magistrada não descartou a hipótese do crime ter sido provocado por intermédio de um agravamento da saúde mental de Paola.

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Pedidos da defesa

Na audiência, a defesa de Paola alegou que a diarista praticou os homicídios durante um surto psicótico. No entanto, a Justiça entendeu que não há elementos objetivos, como documentos ou relatórios médicos, que comprovem alguma doença mental apresentada pela suspeita.

Outro pedido foi a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar, uma vez que, segundo a defesa, Paola possui uma filha de seis anos.

O benefício não foi validado pela magistrada, que entendeu que o caso se enquadra como um crime envolvendo violência ou grave ameaça, o que, segundo a legislação, não permite a concessão da prisão domiciliar.

A Justiça também negou a tramitação do processo em sigilo.

Em nota, a defesa de Paola, representada pelo advogado Bruno Correa Lemos, informou que as provas defensivas serão apresentadas em um momento oportuno do processo, com base em elementos dos autos e de provas que “vieram a ser produzidas”.

Relembre o caso

Felipe, filho do casal, foi à casa dos pais, na terça-feira (30), após não conseguir entrar em contato com eles por mais de 24 horas. Quando chegou ao apartamento, localizado no bairro São Pedro, encontrou as vítimas sem vida.

Após acionar a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais), foi constatado que Cláudio estava sobre a cama do quarto do casal, enquanto Maria Clotilde foi encontrada na sala, caída no chão em frente ao sofá.

Segundo o laudo pericial, o advogado recebeu mais de 40 facadas nas costas, barriga e pescoço. Já a mulher possuía 15 marcas de golpe de faca na garganta, queixo, tórax, pescoço e pélvis.

Os corpos do casal foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal), onde foram submetidos a exames e, logo após, liberados aos familiares.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita roubou itens de luxo das vítimas, como celulares, relógios, joias, além de dinheiro físico.

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Dinâmica

No dia do crime, segunda feira (29), Paola foi flagrada por câmeras de segurança entrando no prédio às 07h30 da manhã e saindo por volta de 15h30.

Na imagem registrada enquanto saía do prédio, ela havia mudado de roupa, carregava a sua bolsa original e duas novas sacolas grandes adicionais que não estavam com ela de manhã.

Ainda não há confirmação de que a mulher teria agido sozinha no crime. Ela foi vista entrando em um carro após sair do prédio, que poderia ser um veículo guiado por um segundo envolvido, ou apenas por um motorista de aplicativo acionado por ela.

Paola, que estava desaparecida desde o dia do crime, foi presa na madrugada de quinta-feira (2), em Itabira, cerca de 107 km da capital mineira.

Motivação

Ao ser questionada sobre a motivação do crime, Paola alega ter ouvido vozes que a instruíram, afirmando ter destruído a própria vida e de outras pessoas. A mulher afirma que, após roubar o casal, “não estava satisfeita” e teve que matá-los.

De acordo com a Polícia Civil, no momento da prisão, Paola não ofereceu resistência e afirmou estar arrependida, dizendo que esperava ser encontrada pelas autoridades e, caso não fosse localizada hoje, se apresentaria a uma unidade policial.

Veja nota da defesa na íntegra:

“A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.

Pois bem! No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.

As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.

Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.”

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

TópicosInvestigaçãoLatrocínioMorte


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por giulianazanin

Conteúdo Original / Fonte: giulianazanin

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