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Justiça solta suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

Por CNN Brasil Fonte: Vitor Bonets 09/07/2026 às 05:32
Justiça solta suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

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A Justiça soltou, nesta quarta-feira (8), dois suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem lançada sem cordas durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo. A liberdade foi concedida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos desde 20 de junho.

Segundo a decisão, “os elementos probatórios produzidos ao longo da presente investigação não evidenciaram indícios suficientes de autoria em relação a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, razão pela qual não foi realizado o respectivo indiciamento.” Assim, a prisão temporária de ambos foi revogada.

Denunciados pelo Ministério Público

Em contrapartida, outras quatro pessoas suspeitas ainda seguem presas. Todas elas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo. Eles são: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves. 

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Luís Felipe, Maicon e Vitor foram denunciados por homicídio com dolo eventual — quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco do óbito —, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O MP afirma que os homens tinham pleno conhecimento do perigo da atividade, mas deixaram de adotar o cuidado necessário para resguardar a segurança de Maria Eduarda. De acordo com as investigações, o trio atuou diretamente no arremesso da vítima, motivo pelo qual foram autuados em flagrante, tendo suas prisões posteriormente convertidas em preventivas.

Já Evelyne, além de homicídio, foi indiciada também por fraude processual, já que tentou eliminar a câmera presa ao corpo da jovem na tentativa de obstruir a investigação.

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Segundo as apurações, Evelyne gerenciava a logística, captação de clientes e a divulgação comercial da empresa. O órgão também afirma que, por ela estar nessa função, tinha o dever de garantir os “padrões mínimos de segurança” realizado pelos instrutores.

Ao todo, a polícia investigou oito pessoas no caso. Além de João e Gabriel, o MP promoveu o arquivamento, ao menos por ora, em relação a outros dois homens.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de todos os citados nas investigações.

Relembre o caso

Maria Eduarda Rodrigues de Farias procurou a empresa para realizar um salto de rope jump, mas morreu após ser lançada da ponte. No momento do salto, ela não estava presa à corda de proteção.

Testemunhas gravaram o momento do acidente. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando ao perceberem que ela não estava presa ao sistema de segurança.

Após o ocorrido, manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) foram realizadas por pessoas que estavam no local até a chegada de equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). No entanto, Maria Eduarda morreu ainda no local em decorrência de politraumatismo.

A jovem foi velada no dia seguinte ao acidente, no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.

TópicosJustiçaMorteMPSP (Ministério Público de São Paulo)São Paulo (geral)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Vitor Bonets

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