Kevin Warsh diz que buscará “com firmeza” meta de inflação de 2% do Fed

Por CNN Brasil 01/07/2026 às 13:34

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O chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (1º) que buscará com firmeza a meta de inflação de 2% do banco central dos Estados Unidos e que “decepcionará” quem espera uma política monetária frouxa, apesar dos pedidos do presidente Donald Trump por cortes na taxa de juros.

“Se as pessoas acharam que este banco central se sentiria confortável com um objetivo de inflação acima de 2%, ficarão decepcionadas”, declarou Warsh em um painel do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, enfatizando que — além de reafirmar a meta de inflação — ele dará poucas indicações sobre para onde acredita que a política monetária ou a economia estejam se dirigindo.

Questionado se a possibilidade de decepção se estende a Trump, que escolheu Warsh para assumir o comando do Fed e afirmou esperar queda nos custos dos empréstimos, Warsh respondeu que o Fed é um banco central independente há muito tempo. “Continuaremos sendo um banco central independente neste momento e vocês não verão nenhuma mudança nesse aspecto”, comentou.

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Warsh falou apenas dois dias depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump não poderia demitir a diretora do Fed Lisa Cook, afirmando a posição do banco central mesmo enquanto os juízes ampliavam o poder do presidente para destituir membros de outros órgãos ostensivamente independentes — uma decisão que Warsh disse ter lido, mas não acredita que mudará a forma como o Fed age.

A aparição pública em Portugal, a segunda de Warsh desde que assumiu o cargo de chair do Fed em maio, o levou a se juntar a outros dirigentes de bancos centrais no que se tornou uma rejeição comum à “orientação futura” e uma aparente relutância até mesmo em falar muito sobre a economia.

Warsh afirmou que os membros do banco central dos EUA decidirão se aumentarão os juros, por exemplo, quando “fecharem as portas” e derem início à sua próxima reunião de dois dias, em 28 de julho.

Operadores reduziram ligeiramente as apostas em um aumento dos juros enquanto Warsh falava, mas ainda atribuíam 70% de probabilidade de que o Fed elevará os custos de empréstimos em sua reunião de 15 e 16 de setembro.

“Parece cada vez mais provável que a suposição inicial dos investidores de que um Fed liderado por Warsh reduziria rapidamente os juros não se concretizará”, escreveu Oren Klachkin, economista de mercados financeiros da Nationwide, após a participação de Warsh. “O equilíbrio dos riscos mudou claramente”, acrescentou Klachkin, embora ele espere que o Fed acabe deixando os juros estáveis ao longo do ano.

“Não vou dar orientações futuras”, compartilhou Warsh, respondendo a uma pergunta complementar da âncora da CNBC, Sara Eisen.

Depois, ele estendeu a regra às perspectivas econômicas, que costumam ser um tema básico nos comentários do Fed e se diferenciam da discussão sobre os resultados da taxa de juros.

Questionado se acha que a inteligência artificial poderia, pelo menos por enquanto, ser inflacionária — outra questão central que o Fed está analisando —, ele respondeu de forma genérica que cabe ao banco central garantir que isso não ocorra, em vez de tentar desvendar como alguns aspectos da IA podem sobrecarregar os recursos disponíveis, mesmo que, no fim das contas, aumentem a produtividade.

Warsh dividiu o palco em Portugal com a presidente do BCE, Christine Lagarde e os presidentes do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e do Banco do Canadá, Tiff Macklem, todos lidando com a inflação elevada e as repercussões da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

Mas o impacto desse conflito os levou a seguir rumos diferentes. Os comentários de Warsh após a reunião de política monetária de 16 e 17 de junho levaram os investidores a aumentar as chances de que o Fed elevará os juros já em setembro, enquanto o BCE já elevou os custos dos empréstimos. Os banqueiros centrais da Inglaterra e do Canadá têm se mostrado mais relutantes em apertar a política monetária, dada a fragilidade da economia local.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por giselalammers1

Conteúdo Original / Fonte: giselalammers1

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