Mais de 4 mil produtos podem ser afetados por tarifaço dos EUA, aponta CNI

Por CNN Brasil 06/07/2026 às 10:33

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A audiência para avaliação das medidas tarifárias contra o Brasil por parte dos Estados Unidos está marcada para esta segunda-feira (6). Uma nova projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que, se as taxas de 25% e 12,5% entrarem em vigor, cerca de 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.

Um levantamento anterior da confederação já constatava que, com a aprovação das tarifas, a taxação em cima de produtos brasileiros deverá chegar a 37,5%.

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Há pouco mais de um mês, o escritório comercial dos EUA propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.

O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301.

Simultaneamente, uma investigação sobre trabalho forçado em quase 90 países foi concluída, com o Brasil presente entre as nações investigadas. Segundo o USTR, esses países não adotam ou não aplicam, de forma efetiva, restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Para este caso, a proposta é a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%. Assim, quando as duas medidas incidem sobre os produtos brasileiros exportados, a tarifa adicional total pode alcançar 37,5%. 

Segundo a CNI, entre os principais produtos exportados para os Estados Unidos, o Brasil atua como o principal fornecedor de 11 deles. Portanto, os principais produtos industriais afetados seriam:

  • Ferro-gusa não ligado (Brasil exporta 73,3%)
  • Açúcar de cana em forma sólida (52,9%)
  • Sebo não comestível (37,5%)
  • Álcool etílico não desnaturado (72,3%)
  • Molduras de madeira padrão de pinho(59,4%)
  • Tabaco curado por fumaça ou processado (72,0%)
  • Peptonas e seus derivados (33,1%)
  • Compensado de pinus (99,6%)
  • Granito monumental ou de construção (48,9%)
  • Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira (57,8%)
  • Hidróxido de alumínio (47,5%)

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a ação tomada pelos EUA contra o Brasil pode afetar custos para empresas, consumidores e cadeias produtivas.

“O aumento compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países. Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte-americana”, explica.

A audiência de hoje se estende até amanhã, 7 de julho. Nesta terça, o embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na sessão em Washington, capital dos EUA. Além dele, dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida.

A decisão final dos Estados Unidos deve ocorrer na próxima quarta-feira (15).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelasilva

Conteúdo Original / Fonte: manuelasilva

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