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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira (3), com bom desempenho das ações de tecnologia, após o fechamento misto de Wall Street na véspera.
O movimento positivo foi registrado nas principais praças financeiras da região, com destaque para Japão, Coreia do Sul, China e Hong Kong.
No Japão, o índice NK avançou 1,53%, encerrando o pregão aos 69.883 pontos. A Coreia do Sul registrou o maior ganho do dia: o índice Kospi subiu mais de 5%, fechando aos 8.088 pontos, revertendo parte das perdas acumuladas na véspera.
Em Xangai, a bolsa encerrou em alta de 0,37%, aos 4.043 pontos, impulsionada por dados de atividade de serviços que superaram as expectativas do mercado. Shenzhen subiu 0,63%, aos 15.597 pontos, enquanto Hong Kong, pelo índice Hang Seng, avançou 1,18%, aos 23.327 pontos.
Volatilidade em ações de tecnologia
Nos últimos meses, as ações globais ligadas à inteligência artificial têm apresentado forte volatilidade, em meio a dúvidas sobre o retorno dos investimentos feitos em infraestrutura de IA e sobre a capacidade das empresas de se financiar.
Em entrevista ao CNN Money, Felipe Cima, especialista da Manchester Investimentos, avaliou o cenário. Segundo ele, o momento é de tensão antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre.
“A gente teve um resultado bastante positivo no primeiro trimestre para basicamente todo esse universo de empresas de tecnologia. Muitas delas reviram os Capex de investimento bastante para cima e algumas delas apresentaram valorizações de mais de 100%”, afirmou.
Felipe Cima destacou que, apesar das valorizações, o crescimento do lucro de muitas dessas empresas também superou 100%, o que fez com que algumas delas se tornassem, em termos de métricas de valuation, mais baratas do que no início do ano.
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Para o especialista, a realização recente está associada à desconfiança sobre como as empresas vão rentabilizar os investimentos em Capex e ao patamar elevado dos juros norte-americanos.
“O título de 30 anos no mercado americano está ali em 4,98%, com expectativa de que possa encostar em 5%, o que acaba drenando muito recurso”, explicou.
Oportunidade no movimento de queda
Apesar do cenário de pressão, Felipe Cima avaliou que a correção nas ações de tecnologia pode representar uma oportunidade para investidores.
“Uma queda excessiva acaba se apresentando como uma oportunidade para quem ficou fora dessa primeira leva de investimento entrar”, disse.
Ele citou como exemplo a Micron, que voltou a negociar entre 5 e 6 vezes o lucro esperado para 2028, sendo que o múltiplo normal da empresa é de cerca de 10,2 vezes.
O especialista também comentou sobre a Coreia do Sul, cujo índice é dominado pela Samsung e pela SK Hynix, empresas que apresentam lucro trimestral na casa de US$ 30 bilhões.
Segundo ele, há expectativa de que o cenário favorável para semicondutores se mantenha pelo menos até 2028.
“A gente está olhando para uma situação em que o Capex vai continuar, o lucro vai aumentar e a gente ainda não sabe quem são os grandes ganhadores”, afirmou Felipe Cima.
Financiamento das IAs generativas ainda é incipiente
Questionado sobre a capacidade das empresas de inteligência artificial generativa de financiar seus negócios, Felipe Cima foi cauteloso.
“No momento, a gente pode dizer que ainda é incipiente esse financiamento”, avaliou.
Segundo ele, o modelo começou com versões gratuitas, como as do ChatGPT e do Claude, e as empresas ainda buscam formas específicas de remuneração.
“A parcela da população e do mercado potencial endereçável ainda é ínfima”, disse, acrescentando que o crescimento tende a ocorrer de forma exponencial.
Para o especialista, as empresas com forte receita de publicidade, como a Meta — com Instagram, WhatsApp e Facebook —, estão em posição mais favorável nesse primeiro momento.
Daqui para frente, a expectativa é de que a aplicação empresarial da IA se torne mais dominante.
Felipe Cima também sinalizou que uma nova frente de disputa deve se abrir entre empresas americanas e chinesas no setor.
“Acho que essa queda não é de forma alguma o fim da alta”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
