Michelle e Flávio expõem disputa por liderança do bolsonarismo, diz Dharma

Por CNN Brasil 26/06/2026 às 09:42

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Um vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro (PL) na quarta-feira (24), em que ela comenta sua relação conturbada com o pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, acendeu o debate sobre os rumos do bolsonarismo. Para o CEO da consultoria Dharma Politics, Creomar de Souza, o episódio evidencia uma disputa interna pela liderança do campo político da direita.

Em entrevista WW, Creomar avaliou que o embate entre as figuras vai além de uma simples divergência pessoal. Segundo ele, o vídeo da ex-primeira-dama oferece uma “evidência clara” de que está em aberto a questão de quem vai liderar o bolsonarismo na ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Disputa pela herança política

Creomar traçou um paralelo com o campo petista, que busca uma alternativa ao “lulismo” sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós temos uma disputa de herança do lado do bolsonarismo com o progenitor ainda vivo”, afirmou o especialista.

Para ele, tanto Michelle quanto os filhos de Jair Bolsonaro (PL) — hoje representados pela candidatura de Flávio — demonstram uma preocupação que pode ser interpretada como sendo maior com a manutenção da hegemonia no campo da direita do que com uma vitória eleitoral propriamente dita.

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Nesse cenário, Creomar identificou uma disputa que envolve Michelle, Flávio e Eduardo Bolsonaro. Cada um deles buscaria se posicionar como o legítimo “portador da herança política” de Jair Bolsonaro.

“Eu sou o portador da herança política do legado de Jair Bolsonaro e eu posso, a partir daí, construir uma dinâmica nova de recolocar o Brasil no trilho de um governo de direito”, exemplificou o analista, reproduzindo o argumento que cada um dos disputantes poderia apresentar.

Antipetismo como estratégia insuficiente

O antipetismo, por si só, seria suficiente para sustentar uma candidatura, sugerindo que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) poderia estar apostando excessivamente nesse discurso em detrimento de outros elementos, como coordenação, articulação e trabalho de base, segundo Creomar.

Para o especialista, se a hipótese de que controlar a base antipetista é mais importante do que vencer em 2026 fizer sentido, a eleição deste ciclo se tornaria uma questão secundária.

O foco real estaria em 2030, quando, segundo ele, sem Lula no cenário, haveria espaço para que um dos herdeiros do bolsonarismo levantasse sua bandeira e reivindicasse a liderança do campo conservador.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosWilliam WaackbolsonarismoBolsonaroFlávio BolsonaroMichelle Bolsonaroww


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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