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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, embarca, na manhã desta terça-feira (30), para Caracas, onde se reunirá com autoridades venezuelanas para reforçar o apoio do Brasil ao país após os terremotos que devastaram a região.
Segundo comunicado do governo federal, Múcio deve se reunir com o chefe da pasta da Defesa da Venezuela, Gustavo González López. A vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães, e o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Henrique Alves Rabelo, devem acompanhar o ministro da Defesa.
De acordo com o governo, a aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) já realizou quatro voos humanitários para a Venezuela. Um quinto voo deve ser enviado também nesta terça, partindo da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com equipamentos para expandir o hospital de campanha já em operação em La Guaira, na Venezuela.
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Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que a expansão permitirá que o hospital conte com capacidade para internação de 20 pacientes simultâneos, módulo infantil e outro para pandemias. Ao todo, 45 militares da Marinha do Brasil devem embarcar neste voo.
Antes de seguir para Caracas, o voo humanitário passará pela Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP), para buscar cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde, como medicamentos e testes rápidos solicitados pelo governo venezuelano.
Além disso, mais dois técnicos da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) devem se somar à ação humanitária, levando analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade, utilizados para localizar sinais de celulares sob os escombros, auxiliando as equipes no salvamento de vítimas presas em estruturas colapsadas.
Outros voos
A primeira equipe brasileira foi enviada na sexta-feira (26), dois dias após os terremotos que provocaram o desabamento de edifícios em Caracas e em outras cidades venezuelanas.
O segundo voo decolou na manhã de sábado (27), levando um hospital de campanha e purificadores de água. Horas depois, uma terceira aeronave transportou kits de medicamentos e módulos complementares para a instalação da estrutura hospitalar.
O quarto voo partiu no domingo (28), com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
A estrutura mobilizada pelo Brasil reúne bombeiros militares, integrantes da Defesa Civil, equipes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cães farejadores, hospital de campanha, purificadores de água, medicamentos e equipamentos de salvamento. A expectativa é que a missão humanitária dure ao menos 30 dias.
As equipes brasileiras já iniciaram as operações em território venezuelano e atuam principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores. A missão é coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun.
Além da ajuda humanitária, o governo brasileiro repatriou 13 brasileiros que estavam de passagem pela Venezuela e procuraram, em caráter emergencial, a Embaixada do Brasil em Caracas.
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, seguidos por cerca de 20 réplicas, atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) e provocaram o desabamento de prédios em diferentes regiões do país.
Segundo as autoridades venezuelanas, ao menos 1.719 pessoas morreram. O número de vítimas pode aumentar à medida que avançam as operações de busca e salvamento. Outras 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 estão desabrigadas.
Diante da gravidade da situação, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e solicitou apoio da comunidade internacional.
Além do Brasil, outros países também enviaram ajuda. Segundo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, já chegaram ao país 2.624 integrantes de equipes de resgate e 137 cães farejadores.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por polianafarias


