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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu nesta terça-feira (23) a exploração de petróleo como forma de continuidade visando o futuro da estatal.
Segundo Chambiard, não há futuro para uma empresa de petróleo, como é o caso da Petrobras, senão houver exploraçaõ do combustível.
A fala da presidente ocorreu durante um evento para a assinatura de um memorando de entedimento para cooperação de petróleo e gás com a Pemex (Petróleos Mexicanos).
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O acordo prevê a identificação de oportunidades de cooperação e negócios de interesse mútuo, com foco nas áreas de Exploração e Produção (E&P), Processos Industriais e intercâmbio de experiências relacionadas aos marcos regulatórios e institucionais dos setores de petróleo e gás do Brasil e do México.
Ainda durante o evento, Magda também defendeu a cooperação da companhia com a Pemex, mirando o “pré-sal” mexicano, localizado nas águas do Golfo do México, afirmando que a companhia está na vanguarda para a exploração em ambientes ultraprofundos, tendo capacidade para executar o possível projeto.
A declaração vem em meio a debates sobre o desenvolvimento das reservas de petróleo na Margem Equatorial.
A região se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte, e é composta por cinco bacias sedimentares (Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar).
A região tem características geológicas semelhantes às áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde foram descobertas grandes reservas nos últimos anos.
Estudos da ANP indicam que o potencial total de óleo e gás na Margem Equatorial pode chegar a 30 bilhões de barris de óleo equivalente, o que a coloca entre as províncias exploratórias mais promissoras do mundo.
Para a estatal, o avanço na Margem Equatorial é considerado estratégico para repor reservas e manter a curva de produção nas próximas décadas. Porém, o debate sobre a fronteira exploratória tem dilema entre potencial petrolífero e preservação ambiental.
A companhia busca equilibrar o investimento em novas fronteiras com os compromissos de descarbonização e de transição energética.
Segundo mostrou a CNN, o desenvolvimento das reservas de petróleo na região requer investimentos de US$ 42 bilhões, distribuídos ao longo dos sete primeiros anos de exploração, segundo estimativas divulgadas pela consultoria Oxford Economics.
Em relatório assinado pelos economistas Felipe Camargo e Jack Reid, o pico da produção na Margem Equatorial é projetado para a segunda metade de 2035.
De acordo com eles, o “break even” da exploração gira em torno de US$ 25 a US$ 30 por barril. Ou seja, sempre que o petróleo estiver acima de tal valor no mercado internacional, haveria lucro na operação.
No mês passado, o presidente Lula disse que “falta pouco tempo para a Petrobras anunciar” se há ou não petróleo a ser explorado na Margem.
“Falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente pensa que tem. Tudo está feito, temos muita responsabilidade, e temos a vantagem da expertise da Petrobras”, afirmou à época.
Na fala, o petista ainda defendeu o desenvolvimento dos estados no Norte caso haja “a quantidade de petróleo que a gente imagina que tem”.
“Vai ser muito bom para desenvolver a região. Não só o Amapá, mas todos os Estados do Norte têm de ser beneficiados”, disse.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por rafaelvillarroel
