Nasa acelera plano de voltar à Lua com 4 missões e novas empresas parceiras

Por CNN Brasil 30/06/2026 às 18:32

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A Nasa anunciou nesta terça-feira (30) a seleção de três empresas para realizar quatro novas missões de pouso na Lua até o fim de 2028. As operações fazem parte do Programa de Base Lunar da agência espacial americana, que pretende estabelecer uma presença humana de longo prazo na superfície lunar.

As empresas Astrobotic, Firefly Aerospace e Intuitive Machines foram escolhidas para transportar cargas científicas à Lua. Ao todo, a agência investirá quase US$ 600 milhões — cerca de R$ 3,11 bilhões — nas quatro missões: US$ 297,9 milhões para duas entregas da Astrobotic, US$ 144,2 milhões para uma missão da Firefly Aerospace e US$ 148,3 milhões para outra da Intuitive Machines.

Segundo a Nasa, os módulos lunares transportarão instrumentos científicos e tecnológicos que estudarão o ambiente da Lua e ajudarão a preparar futuras missões tripuladas.

Four new Moon deliveries. One shared goal. 🌕 @NASA is increasing the cadence of lunar exploration with four newly announced commercial lunar lander missions that will deliver NASA science and technology payloads to expand scientific discovery and help advance the capabilities… pic.twitter.com/02hKTkDReg

— NASA Moon Base (@NASAMoonBase) June 30, 2026

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“Esses novos financiamentos para nossos parceiros comerciais demonstram nosso compromisso em acelerar nossos esforços para construir uma presença de longo prazo na superfície lunar”, afirmou Lori Glaze, administradora associada da Diretoria de Missões Espaciais Tripuladas da Nasa.

A agência destacou que os estudos realizados pelas novas missões serão fundamentais para ampliar o conhecimento sobre o ambiente lunar e dar suporte ao objetivo de estabelecer uma base permanente na Lua, considerada um passo estratégico para futuras missões tripuladas ao espaço profundo, incluindo Marte.

Os contratos anunciados em 30 de junho desempenharão um papel crucial no estabelecimento da infraestrutura para operações na superfície lunar. As empresas serão responsáveis ​​por iniciar e executar os processos de aquisição, fornecer uma avaliação de um módulo de pouso lunar similar já utilizado e incorporar as lições aprendidas para aprimorar a confiabilidade geral da missão.

Superando contratempos

Ainda assim, a Nasa já enfrenta claros obstáculos. A Blue Origin, empresa espacial fundada por Jeff Bezos, da Amazon, planejava entregar um protótipo de seu enorme módulo de pouso robótico, chamado Blue Moon, ao polo sul lunar ainda este ano.

O polo sul é muito cobiçado porque acredita-se que ali existam reservas de gelo de água, que podem ser convertidas em combustível para foguetes ou água potável.

Mas a Blue Origin sofreu um grande revés em maio, quando um de seus foguetes New Glenn explodiu na plataforma de lançamento, destruindo infraestrutura que levará meses para ser reconstruída. Não está claro por quanto tempo o lançamento da missão Blue Moon poderá ser adiado como resultado disso.

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, deixou claro em uma publicação nas redes sociais logo após o incidente com o New Glenn que a agência espacial pretende trabalhar em conjunto com seus parceiros do setor privado quando surgirem obstáculos.

*Com informações da CNN

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por thomaz.sousa

Conteúdo Original / Fonte: thomaz.sousa

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