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Devido a um forte nevoeiro, o Porto de Santos permaneceu fechado ao tráfego de navios, do dia 1º de julho até esta sexta-feira (3), em períodos distintos. Segundo a Autoridade Portuária de Santos, a visibilidade estava menor que 500 metros no canal de navegação.
Imagens inéditas mostram como ficou o porto, localizado no litoral paulista, nesta sexta-feira (3). Confira abaixo:
Na quinta (2), a Capitania dos Portos de São Paulo havia informado que, por causa do nevoeiro tinha interrupção da navegação no Canal e a navegação já estava interrompida.
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A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, informou que, em razão da baixa visibilidade provocada pela neblina, algumas travessias litorâneas registraram paralisações temporárias entre a noite de quarta-feira (1º) e a manhã dessa quinta-feira, como medida preventiva para garantir a segurança dos usuários e das equipes operacionais.
Foram afetadas as travessias Guarujá–Bertioga, interrompida das 22h24 às 23h59, das 6h28 às 6h37 e das 7h03 às 7h20; Cananéia–Ilha Comprida, paralisada entre 1h19 e 4h30; Santos–Guarujá, que teve a operação suspensa das 5h10 às 6h28; e Vicente de Carvalho–Santos, interrompida entre 5h40 e 7h42.
A Semil reforça que as paralisações por condições climáticas adversas são adotadas preventivamente, seguindo protocolos de segurança, e que a operação é retomada assim que as condições de navegação voltam a ser consideradas seguras. As equipes seguem monitorando as condições meteorológicas para garantir a segurança dos usuários e das embarcações.
Entenda o fenômeno
O prático Carlos Alberto de Souza Filho, Diretor de Relações Institucionais da Praticagem de São Paulo, explica que quando o nevoeiro já existe, o mais correto a se fazer é efetivamente interromper as manobras.
“Esse nevoeiro que a gente vê aqui é uma nuvem bem baixa, que interfere no nosso dia a dia. Muitas vezes até no trânsito, né? Então, nós práticos temos que lidar com essa situação. Quando o nevoeiro já existe, o mais prudente, o mais correto a se fazer é efetivamente interromper as manobras. E assim nós assessoramos a autoridade marítima, que é quem detém o poder como responsável pela segurança da navegação, de interromper o tráfego no porto”, aponta.
Nevoeiro que se iniciou na madrugada do dia 1° • Divulgação/Praticagem de SP
Carlos Filho ainda explica que a baixa visibilidade é o primeiro indício de que o serviço deve ser interrompido.
“Então, por exemplo, o Regulamento Internacional para Evitar Abavoamentos no Mar exige que quem está conduzindo um navio, manobrando um navio, possa enxergar pelo menos 500 metros avante, à frente, da proa do navio. Então, quando essa visibilidade está inferior a isso, já é um indício objetivo e que nós precisamos interromper a navegação. E muitas vezes nós não estamos enxergando nem o próprio navio. Quando olhamos para as vigias, as janelas do navio, diante de nós, a única coisa que vemos é uma nuvem. Ou seja, a visibilidade muitas vezes cai a zero para nós”, ressalta.
O especialista finaliza dizendo que apesar de tudo, a situação é comum nesta época do ano. “É uma situação anômala, mas que é bastante comum nessa época de inverno, quando as condições de temperatura do ar, umidade relativa do ar, temperatura da água e uma pequena brisa, um pequeno vento para mexer esse caldo nessa panela, acabam gerando os nevoeiros”, afirma.
Tópicosfenômenos meteorológicosNaviosnevoeiroPorto de Santos
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por helenabarra
