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A Seleção Brasileira segue se preparando para enfrentar o Japão, na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), pela segunda fase da Copa do Mundo.
Após entrar no segundo tempo da partida contra a Escócia, Neymar está apto para o duelo decisivo com o time asiático. Porém, o camisa 10 deve começar o jogo entre os reservas.
Mesmo treinando sem restrições, existem alguns motivos que explicam a ausência do craque entre os titulares.
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Encaixe do sistema ofensivo
Um dos motivos para Neymar começar a partida contra o Japão entre os reservas está no encaixe do sistema ofensivo do Brasil.
Na vitória por 3 a 0 contra a Escócia, o meio-campo mais “equilibrado”, formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, ofereceu mais liberdade para os atacantes brilharem.
Com a intensidade de marcação dos meio-campistas, o trio formado por Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Rayan conseguiu superar a defesa escocesa, garantindo o resultado com uma boa atuação.
O setor ocupado por Matheus Cunha seria onde Neymar teoricamente se encaixaria, porém uma troca neste momento é impensável. O camisa 9 é um dos destaques da Seleção na Copa com três gols marcados.
Além disso, Cunha contribui para a marcação na saída de bola e meio-campo, algo que Neymar não entregaria ao sistema do técnico Carlo Ancelotti.
Falta de ritmo
Outro ponto que pesa contra a volta de Neymar ao time titular é a falta de ritmo de jogo. O atacante ficou mais de um mês longe dos gramados se recuperando de uma lesão na panturrilha.
A última vez que o camisa 10 do Brasil disputou uma partida inteira aconteceu no dia 5 de maio, no empate do Santos contra o Deportivo Recoleta-PAR pela Copa Sul-Americana.
Na próxima segunda-feira (29), a Seleção encara o Japão, um adversário conhecido pela agilidade e durabilidade física, elementos que poderiam atrapalhar a atuação de Neymar.
Atuação discreta contra a Escócia
Por fim, a atuação discreta de Neymar contra a Escócia pode ter “jogado contra” o atleta.
Em 14 minutos em campo, o atacante não fez grandes jogadas no setor ofensivo em uma partida já resolvida.
A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia gerou intensa movimentação nas redes sociais. Segundo monitoramento realizado pela Vox Radar, o jogador que a torcida engajada elegeu como decepção da Seleção Brasileira foi Neymar. Logo atrás, vem Casemiro, veículado à crítica “futebolística” (marcação/ritmo), mas em volume pequeno.
Monitoramento do Vox Radar • Arte CNN
Além disso, de acordo com os dados apresentados por Sofia Sampaio, analista de mídias sociais, Vini Jr. foi o jogador mais elogiado no pós-jogo, enquanto Neymar se tornou o principal alvo de críticas do público.
Neymar apareceu em segundo lugar no ranking de menções, com 83 mil citações, mas com um cenário bem mais dividido. 40% das publicações sobre a possibilidade de o jogador ser titular no próximo jogo assumiram um tom neutro, enquanto 28% defendiam a sua titularidade.
Monitoramento do Vox Radar • Arte CNN
Ao todo, 71% das menções não demonstravam interesse em vê-lo como titular. Um dos termos mais associados ao nome de Neymar nas redes foi “joelho de paçoca”, além da expressão “o Brasil joga melhor sem o Neymar”.
No entanto, que as análises refletem o comportamento do público nas redes sociais e não constituem uma avaliação técnica do desempenho do atleta. “O pessoal na internet gosta de fazer meme, gosta de fazer piada”, ponderou a analista.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Jonatans Cruz



