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Nos EUA, Flávio diz defender “cancelamento” e não “adiamento” de tarifaço

Por CNN Brasil Fonte: filipepereira 07/07/2026 às 13:32
Nos EUA, Flávio diz defender “cancelamento” e não “adiamento” de tarifaço

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (7) defender o cancelamento das tarifas de 25% propostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração acontece após o senador enviar uma carta a Washington pedindo o adiamento da taxação por 90 dias.

Flávio participou, na manhã desta terça, do segundo e último dia da audiência organizada pelo USTR, sigla em inglês para o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, órgão que conduz a investigação aberta contra o Brasil, e sugeriu a aplicação de uma tarifa sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor a partir de 15 de julho.

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Ao ser questionado por jornalistas sobre o posicionamento apresentado durante a sessão, o senador confirmou que defendeu o cancelamento da implementação e não o adiamento, buscando associar as tarifas ao seu rival eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Quem quer a tarifa é o Lula, então a gente tem que usar os argumentos políticos aqui. [Quero] Cancelamento, eu não quero tarifa para o Brasil, só quem quer tarifa é o Lula”, declarou.

Durante seus 5 minutos de fala, o senador apresentou seus argumentos e voltou a dizer que “impor tarifas antes das eleições não é bom”. Ainda foi ressaltado que “as tarifas de 25% penalizam todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões”.

A fala de Flávio ocorreu após o envio de um documento de 86 páginas às autoridades dos Estados Unidos na última semana. No material, ele solicitava a suspensão do tarifaço e também pedia que o Pix não fosse incluído na disputa comercial entre os dois países.

“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, completou o parlamentar nesta terça-feira.

Veja o momento da declaração do senador:

Governo enviou observadores

De última hora, o governo do presidente Lula decidiu nesta segunda-feira (6) enviar observadores da Embaixada do Brasil em Washington à audiência pública no USTR.

Segundo o Planalto, a presença de diplomatas tem como objetivo permitir que o governo tome conhecimento dos argumentos apresentados durante o encontro, mas sem uma mudança na estratégia de negociação com as autoridades americanas.

Para o governo, as conversas com os Estados Unidos vêm sendo conduzidas há cerca de um ano, sem avanços, por causa da motivação política de parte da Casa Branca.

TópicosFlávio BolsonaroLuiz Inácio Lula da Silva (Lula)PIXTarifaço EUA


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por filipepereira

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