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Onda de calor: Campanha global por eletrificação é lançada em Londres

Por CNN Brasil Fonte: Giovanna Csiszar 24/06/2026 às 09:35
Onda de calor: Campanha global por eletrificação é lançada em Londres

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Uma campanha global para acelerar a substituição dos combustíveis fósseis pelo uso da eletricidade como fonte de energia foi lançada durante a Semana de Ação Climática de Londres, em meio a uma das mais intensas ondas de calor dos últimos tempos na Europa.

Batizada de “Electrify Now”, a iniciativa conta com o apoio de nove países, da União Europeia e até da presidência brasileira da COP30, que foi realizada em Belém no ano passado.

Outras 40 organizações ao redor do mundo também apoiam a iniciativa, que busca ampliar o uso de eletricidade e reduzir o consumo de petróleo, gás e carvão.

A Turquia, que vai sediar a COP31 em novembro deste ano, já anunciou uma meta global para que a eletricidade represente 35% do consumo final de energia até 2035.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, participou do evento e afirmou que Londres estava “fervendo”, em referência às altas temperaturas registradas na capital britânica e em boa parte da Europa nesta semana.

Ele defendeu a eletrificação como uma das formas mais rápidas de reduzir emissões e diminuir a dependência de combustíveis fósseis.

Guterres também chamou atenção para outro desafio central da agenda climática: a adaptação.

Segundo ele, à medida que eventos extremos como secas e enchentes se intensificam em todo o mundo, a adaptação segue subfinanciada e subvalorizada pelos governos e pelo sistema financeiro.

“O risco climático precisa ser tratado como política econômica central”, afirmou, defendendo que ministérios da Fazenda, bancos centrais e órgãos de planejamento incorporem esse tema em decisões fiscais e regulatórias.

Atualmente, a eletricidade responde por cerca de um quinto do consumo final de energia no mundo.

A proposta é acelerar esse processo, ampliando o uso em setores como transporte, indústria e edificações.

A campanha Electrify Now foi articulada pela Global Renewables Alliance, entidade que defende o uso de energias renováveis para combater as mudanças climáticas.

O CEO da organização, Bruce Douglas, destacou o impacto dos conflitos geopolíticos sobre o preço da energia e como esse cenário pode acelerar a transição energética.

“Quando os preços dos combustíveis fósseis disparam, os consumidores e as economias sofrem. Quando as energias renováveis e a eletrificação avançam, os países tornam-se mais resilientes”, disse.

O presidente designado da COP31, Murat Kurum, confirmou a meta de elevar a participação da eletricidade para 35% do consumo final de energia até 2035.

“Temos uma oportunidade única de avançar em um elemento central da transição energética. Nosso papel como líderes políticos é acelerar esse processo e ampliar a cooperação global”, afirmou.

O presidente da COP30, o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, também reforçou o papel da eletrificação como eixo central das políticas climáticas em andamento.

“Já temos decisões e mandatos claros para avançar nessa direção. A eletrificação está no centro do processo de transição para longe dos combustíveis fósseis e será um dos pilares do roadmap que será apresentado antes da COP31”, afirmou.

“Não precisamos reabrir negociações. Precisamos implementar o que já foi acordado”, acrescentou.

Corrêa do Lago destacou ainda o avanço do chamado mapa do caminho proposto pelo Brasil na COP30, que busca orientar a transição global para longe dos combustíveis fósseis. A expectativa é que a agenda de eletrificação funcione como um dos principais instrumentos para acelerar esse movimento nos próximos anos.

O lançamento ocorre em um momento de crescente preocupação com os riscos econômicos e geopolíticos associados à dependência de petróleo, gás e carvão.

Para líderes presentes no encontro, a expansão do uso de eletricidade pode reduzir a exposição à volatilidade dos mercados globais de energia, além de fortalecer a segurança energética e a competitividade econômica.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a transição representa uma mudança estrutural.

“A dependência de combustíveis fósseis importados expõe nossas economias e nossos cidadãos. A eletrificação marca uma transição da vulnerabilidade para a resiliência”, disse.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Giovanna Csiszar

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