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Partido trabalhista britânico não disputará eleição convocada por Farage

Por CNN Brasil Fonte: Luciana Caczan 07/07/2026 às 15:32
Partido trabalhista britânico não disputará eleição convocada por Farage

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O Partido Trabalhista, que governa o Reino Unido, afirmou nesta terça-feira (7) que não apresentará candidato na eleição parlamentar pelo distrito de Clacton, uma votação provocada pela decisão do líder partido de ultradireita Reform UK, Nigel Farage, de renunciar ao cargo para tentar novamente conquistar uma vaga no Parlamento.

“Farage está envolvido em um escândalo de má conduta e está desesperadamente tentando mudar de assunto. É patético, e o Partido Trabalhista não vai compactuar com isso”, disse um porta-voz do partido.

Renúncia após escândalos

Nigel Farage anunciou nesta terça que renunciaria à sua cadeira no Parlamento depois de ter sido acusado de receber milhões de libras esterlinas de apoiadores sem declarar os recursos.

Como o sistema político britânico é o de voto distrital, cada vez que um político renuncia ou é afastado de seu cargo no Parlamento, as autoridades locais convocam eleições imediatamente para que o distrito continue sendo representado.

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Ao controlar o partido Reform UK, Farage tem poder para determinar que ele mesmo se candidate ao posto do qual renunciou. Segundo ele, toda essa manobra será feita para que “o povo decida” o seu futuro político.

“Esta será uma eleição suplementar do povo contra o establishment”, disse ele. “Lutarei para vencer. Lutarei para dar continuidade à revolução política que o Reform iniciou.”

Nos últimos tempos, a imprensa britânica revelou várias acusações de que ele recebeu muito dinheiro de pessoas que o apoiam sem ter declarado isso às autoridades e ao Parlamento, que já abriu uma investigação ética sobre seu comportamento.

O último episódio foi revelado pelo jornal Sunday Times no fim de semana.

Segundo o veículo, Farage teria recebido 5 milhões de libras (cerca de R$ 35 milhões) de George Cottrell, um aliado que foi preso em 2017 por fraude nos Estados Unidos.

O dinheiro teria sido usado para o pagamento da segurança de Farage e da equipe responsável por suas redes sociais, antes das eleições.

O líder do Reform UK disse que “seguiu as regras” e que é uma vítima de uma “campanha difamatória do establishment”.

*Com informações da CNN Brasil

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Luciana Caczan

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