Petro proíbe presidente eleito da Colômbia de tomar posse em base militar

Por CNN Brasil 13/07/2026 às 11:56

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou no domingo (12) que bases militares não deverão ser usadas para a posse presidencial do presidente eleito Abelardo de la Espriella.

“Em seguida, no exercício de minhas faculdades constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para uma posse de um presidente da República da Colômbia”, escreveu ele em uma publicação na rede social X.

Cómo dije, en medio de las lentejuelas del nuevo gobierno no votado por la mayoría del pueblo, la ley dice cuál es la sede del Congreso, y es en una sesión del Congreso donde el nuevo presidente debe posesionarse, tal como lo hice yo y todos los demás.

Que Abelardo no me de la… https://t.co/trc9VqxyxR

— Gustavo Petro (@petrogustavo) July 13, 2026

A vitória de Abelardo de la Espriella, no segundo turno, foi anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia em junho. Ele obteve 12.960.166 votos contra, 12.708.312 de Iván Cepeda, apoiado por Petro. De la Espriella tomará posse no dia 7 de agosto.

Os dois têm trocado ataques desde o período eleitoral no país. De la Espriella acusou Petro e Cepeda de tentarem aplicar um golpe de Estado no país.

Em um vídeo publicado na rede social X, o presidente eleito afirmou que os dois deram início ao que chamou de “plano B para permanecer no poder”.

Ele pediu que as instituições colombianas, inclusive o Exército, e a comunidade internacional se mantenham firmes na defesa da democracia e da ordem constitucional.

De la Espriella anunciou também que suspendeu o processo de transição com o governo atual, depois de Petro afirmar que não reconhecia a legitimidade das autoridades que estão prestes a assumir e dizer que Espriella “não ganhou as eleições”.

“Acabo de dar instruções ao senhor vice-presidente eleito da República para que suspenda de maneira imediata o processo de transição com o governo corrupto que encerra seu período”, disse Espriella no X.

O anúncio foi feito depois de Petro, que havia prometido respeitar os resultados da contagem final dos votos, denunciar, sem provas concretas, o que chamou de “fraude eleitoral por via algorítmica” e afirmar que Iván Cepeda, candidato governista derrotado por Espriella.

“O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do governo que vai assumir. Abelardo não venceu a eleição”, disse Petro, que também convocou marchas para 20 de julho — Dia da Independência Nacional —, quase três semanas antes da data prevista para a transferência de poder.

Petro fez essas declarações horas depois de Espriella anunciar que, ao assumir o cargo, revogaria os principais mecanismos da política de “Paz Total” — uma iniciativa emblemática do governo do Pacto Histórico para negociar com forças guerrilheiras e grupos dissidentes — e prometer reativar os mandados de prisão contra membros de grupos armados ilegais.

“Faço uma única oferta àqueles que recorrem à violência: a submissão ao sistema de justiça, com os benefícios previstos na legislação vigente”, sustentou o líder da direta.

Em uma mensagem extensa, Petro alegou irregularidades na votação no exterior — onde Espriella obteve uma vantagem significativa —, observando que o líder do movimento Defensores de la Patria também havia vencido dentro do próprio país. Ele também criticou o Registro Nacional por terceirizar sistemas de cibersegurança para empresas estrangeiras.

*Com informações da CNN Espanhol


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por poliannelima.

Conteúdo Original / Fonte: poliannelima

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