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O governo anuncia nesta terça-feira (30) um Plano Safra 2026/27 de aproximadamente R$ 620 bilhões para o financiamento da agropecuária brasileira, apurou o CNN Agro com fontes envolvidas nos trâmites do principal programa de financiamento agropecuário.
Desse total, cerca de R$ 525 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, coordenado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
Outros R$ 85 bilhões irão para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e mais R$ 10 bilhões para linhas extras dos pequenos produtores rurais, aos cuidados do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).
Os valores foram fechados no início da tarde desta segunda-feira (29), mas qualquer ajuste ainda pode ser feito até o horário dos anúncios. Mesmo abaixo do defendido pelo setor, o pacote mantém novo recorde nominal de recursos para o crédito rural.
Na safra 2025/26, o governo destinou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, cerca de R$ 78 bilhões para o Pronaf agricultura familiar e R$ 10,8 bilhões para linhas extras dos pequenos produtores.
Para o ciclo atual, representantes do setor produtivo chegaram a defender um volume total de recursos entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, enquanto os pedidos iniciais dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário somavam aproximadamente R$ 652 bilhões.
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Porém, as restrições fiscais impostas pelas regras fiscais do governo e a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) em um ano de fim de mandato mantiveram os técnicos da equipe econômica mais conservadores.
Além do aumento no volume de recursos, a equipe econômica conseguiu abrir espaço para reduzir em cerca de 1,5 ponto percentual as taxas de juros das linhas controladas da agricultura empresarial.
O corte ficou abaixo do defendido pelo Mapa, que pressionava por uma redução mais expressiva, principalmente nas linhas de custeio, para que voltassem a operar com juros de um dígito.
Uma reunião extraordinária do CMN (Conselho Monetário Nacional), prevista para esta terça-feira (30), para dar condições aos bancos e instituições financeiras de operacionalizar as linhas. Os votos devem ser publicados após as 18h.
Segundo fontes ouvidas pelo CNN Agro, o cenário de restrição fiscal e o elevado custo da equalização dos juros limitaram a margem de negociação.
Ainda assim, a avaliação dentro do governo é que foi possível reduzir o custo do crédito rural mesmo com a taxa básica de juros em patamar elevado.
Pelas informações obtidas pela reportagem, as principais linhas controladas devem registrar redução de aproximadamente 1,5 ponto percentual em relação à safra passada.
No Plano Safra 2025/26, as taxas dessas linhas variavam entre 8,5% e 14% ao ano, dependendo da modalidade de financiamento e do perfil do produtor.
O plano para a agricultura familiar também deve manter as mesmas taxas do ciclo passado, entre 0,5% e 8%. O financiamento para a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite também deve ser mantido entre 2% e 3%.
O Plano Safra da agricultura empresarial será anunciado às 10h, no Palácio do Planalto, em cerimônia comandada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, e ficará fora do lançamento da política voltada aos médios e grandes produtores pela primeira vez desde seu primeiro mandato.
Já o Plano Safra da agricultura familiar está previsto para o fim da tarde. A expectativa do governo é que Lula retorne a Brasília a tempo de participar da cerimônia.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por cristianenoberto


