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Plano Safra deve ter corte de até 1,5 ponto em juros das linhas controladas

Por CNN Brasil Fonte: gabriellaweiss 29/06/2026 às 10:35
Plano Safra deve ter corte de até 1,5 ponto em juros das linhas controladas

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Apesar das restrições fiscais e do elevado custo para subsidiar o crédito rural, a equipe econômica conseguiu abrir espaço para reduzir em cerca de 1,5 ponto percentual os juros das linhas controladas do Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial, apurou a CNN. O corte ficou abaixo do defendido pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), mas foi considerado o limite possível diante da pressão sobre o Orçamento e do custo da equalização das taxas.

O anúncio do Plano Safra será nesta terça-feira (30), às 10h, no Palácio do Planalto, em uma cerimônia comandada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Assunção, no Paraguai, para participar da Cúpula do Mercosul e, pela primeira vez desde o primeiro mandato, não participará do lançamento da principal política de crédito para médios e grandes produtores.

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A ausência de Lula ocorre justamente em um momento em que o governo tenta melhorar a interlocução com o agronegócio. Por outro lado, o chefe do Executivo participará da divulgação do programa para a agricultura familiar, marcado para o mesmo dia as 18h.

Nos bastidores, a avaliação é que uma redução das taxas de juros, ainda que inferior ao desejado pelo setor, ajuda a reduzir o desgaste político de um Plano Safra que será anunciado sob forte restrição orçamentária.

As negociações foram marcadas por uma disputa entre a equipe econômica e o Mapa. Enquanto a área econômica defendia cautela diante do espaço fiscal reduzido e do aumento das despesas com a equalização dos juros, o ministro André de Paula e secretários da pasta pressionavam por um corte mais robusto nas taxas.

O objetivo era fazer com que as principais linhas controladas de custeio voltassem a operar com juros de um dígito.

Na safra 2025/26, as taxas das linhas controladas para a agricultura empresarial variaram entre 8,5% e 14% ao ano, sendo que a principal linha de custeio ficou em 14%.

A proposta defendida pelo Mapa reduziria esse custo para abaixo de 10%, mas a avaliação da equipe econômica era de que o cenário fiscal não comportava um movimento dessa magnitude.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, a redução de aproximadamente 1,5 ponto percentual representa o maior esforço possível sem elevar de forma significativa o custo da equalização.

Com a Selic em 14,25%, cada redução adicional dos juros subsidiados amplia a necessidade de recursos do Tesouro para compensar as instituições financeiras.

Além do comportamento da taxa básica de juros, outro fator limitou a negociação.

Boa parte da dotação destinada à subvenção do crédito rural já está comprometida com contratos da safra atual, enquanto o governo ainda precisa acomodar no Orçamento os recursos necessários para financiar a primeira etapa do Plano Safra 2026/27.

Técnicos envolvidos na negociação também relatam preocupação com as limitações impostas pela legislação fiscal em um ano de fim de mandato.

Os números finais do programa ainda vão passar por reunião extraordinária do CMN (Conswlho Monetário Nacional) prevista para terça-feira (30), para dar condições aos bancos e financeiras de operacionalizar as linhas.

A expectativa é que as resoluções sejam publicadas após as 18h.

Na safra passada, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, considerando também as CPR (Cédulas de Produto Rural) com direcionamento obrigatório.

Para este ciclo, representantes do setor defendiam um volume entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, sem considerar esses recursos, mas integrantes do governo reconhecem que o aumento ficará abaixo do pleiteado devido às limitações orçamentárias.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabriellaweiss

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