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O governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com recursos de R$ 525,1 bilhões e taxas de juros entre 8% e 12,5%.
O anúncio, no entanto, não foi recebido com entusiasmo pelo setor. Para Ingo Plöger, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), o plano ficou aquém do que o setor esperava.
Segundo Plöger, o Plano Safra financia apenas 25% do total dos dispêndios da agricultura brasileira, sendo os outros 75% cobertos pela economia de mercado, por meio de financiamentos com clientes e fornecedores.
“O plano safra foi o que foi possível nessa conjuntura que nós estamos no Brasil”, afirmou.
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A Abag defende há algum tempo que o Plano Safra deveria ter caráter quinquenal, funcionando como uma política de Estado de longo prazo, com ajustes anuais para variações climáticas e de mercado.
Na avaliação de Plöger, a elaboração anual do plano o torna vulnerável às influências do momento político, prejudicando uma visão estratégica de longo prazo.
“Quando você o faz anualmente, você sempre está sujeito a uma influência do momento de governo e isso prejudica uma visão de Estado”, disse.
Juros elevados preocupam setor
Com a Selic a 14%, os juros entre 8% e 12,5% previstos no plano empresarial são considerados altos pelo representante da Abag.
Plöger destacou que, diante de preços dolarizados em queda, insumos mais caros e a perspectiva de fim do subsídio do diesel, as margens do produtor rural estão muito comprimidas.
“Tomar capital de giro ou capital de investimento a 8%, 9%, 10% é muito complicado”, afirmou.
Nesse cenário, tanto produtores quanto instituições financeiras tendem a ser mais cautelosos na contratação de crédito.
Plöger alertou que, ao final da safra, é provável que uma parcela significativa dos recursos disponibilizados não seja efetivamente utilizada.
Há ainda um agravante: o Plano Safra anunciado não está articulado com as negociações em curso na Câmara dos Deputados sobre a renegociação de dívidas de planos safras anteriores de estados que sofreram catástrofes, como os da Região Sul.
Enquanto essa questão não for resolvida, produtores aguardam para usar o mecanismo de quitação de dívidas antigas com novos recursos antes de assumir novos compromissos.
“Nós estamos parados no momento. Temos muita dúvida, mais dúvida do que certeza”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosAgronegócioPlano Safra
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
