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Pesquisadores utilizaram modelos cobertos com couro de gado pintado para testar se as listras das zebras possuem função de resfriamento corporal. O estudo, publicado na Scientific Reports, conclui que o padrão não é uma ferramenta climática.
O experimento revelou que o padrão não oferece vantagem térmica significativa em relação a cores sólidas, como o cinza, testada no estudo.
Teste de temperatura
A equipe usou barris com água revestidos por peles de cavalos, bois e zebras para medir a temperatura central. Os resultados indicam que os modelos listrados não ficaram mais frios que os modelos cinzas sob luz solar direta.
A variação térmica dependeu da absorção solar total da pelagem, sem evidências de correntes de ar resfriadoras geradas pelas listras.
Novas perspectivas evolutivas
Com a refutação da hipótese termorreguladora, ganha destaque a teoria de que as listras servem para evitar o ataque de moscas picadoras, uma das 18 explicações propostas para a evolução da espécie.
O documento identifica quatro grupos principais de teorias para as listras das zebras, sendo um deles a proteção contra o ataque de moscas picadoras.
O estudo reforça diversas pesquisas anteriores demonstraram que o padrão de listrados interrompe o pouso de moscas tsé-tsé e tabanídeos (mutucas), tornando as zebras alvos menos atraentes do que animais de cor sólida.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por robertosouza.
