Por que os EUA não conseguem dominar o Irã? Entenda as limitações

Por CNN Brasil 11/07/2026 às 14:33

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A superioridade militar dos Estados Unidos não é suficiente para subjugar o Irã.

Apesar do enorme desequilíbrio de poderio bélico entre os dois países, a escalada do conflito esbarra em barreiras políticas, morais e na percepção do eleitorado americano — fatores que, segundo análises, limitam de forma decisiva as opções de Washington.

O limite moral dos bombardeios

O analista de internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna, explicou, durante o videocast Fora da Ordem, que o próximo passo possível em termos de ataques aéreos seria a destruição das usinas de dessalinização e de eletricidade que abastecem a população iraniana.

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Segundo ele, essa possibilidade chegou a ser mencionada, mas foi descartada diante de um limite moral autoimposto.

“O presidente Trump chegou a mencionar essa possibilidade e sempre recuou, dizendo que isso seria um limite”, afirmou Lourival.

Guerra como evento político

Para Lourival, a guerra é, acima de tudo, um evento político. Todas as escolhas militares e suas consequências estão inseridas em uma moldura política que não pode ser ignorada.

“A decisão de ir à guerra é uma decisão política, a decisão de atingir alvos civis também”, destacou.

Ele lembrou que, ao longo da história, decisões como o bombardeio de Berlim pelos aliados na Segunda Guerra Mundial ou o uso da bomba atômica pelo próprio governo americano foram julgadas pela história sob critérios morais.

Lourival ressaltou que a questão não é a capacidade dos Estados Unidos de devastar o Irã, mas sim como o eleitorado americano julgará as atitudes tomadas no conflito.

Segundo ele, diversas ações recentes já contribuíram para drenar o chamado soft power americano — inclusive episódios relacionados à Copa do Mundo —, e os efeitos dessas decisões reverberam ao longo dos anos.

Popularidade em queda e influência de Netanyahu

Já o analista sênior de internacional da CNN Brasil, Américo Martins, acrescentou que parte da motivação para buscar um acordo com o Irã está diretamente ligada à perda de popularidade sofrida pelo presidente americano Donald Trump.

Segundo Martins, Trump foi amplamente criticado nos Estados Unidos por ter iniciado o conflito sem um planejamento adequado e, segundo muitos analistas, sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que teria um objetivo estratégico claro: enfraquecer ao máximo o regime iraniano, suas lideranças e suas capacidades militares, reduzindo a ameaça ao Estado de Israel.

“Também não foi isso que se viu, porque a ditadura no Irã continua dando as cartas por ali”, concluiu Martins.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosDonald TrumpEstreito de OrmuzEUAFora da OrdemGuerraGuerra Oriente MédioIrã


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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