Prato feito: Preço da refeição sobe no Brasil apesar de alívio na inflação

Por CNN Brasil 12/07/2026 às 05:56

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Um levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), uma instituição de ensino superior mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apontou que o tradicional prato feito brasileiro ficou mais caro em junho.

O preço médio nacional da refeição, que é conhecida por ser completa no sentido nutricional, com arroz, feijão, proteína e salada, e mais econômica, agora é de R$ 31,90.

Em relação a março, quando custava R$ 30,27, o avanço foi de cerca de 5,4%. Já em comparação a janeiro, em que o valor era de R$ 29,77, a alta foi de cerca de 7,15%.

De acordo com Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo Índice Prato Feito, o indicador mostra a inflação sob a perspectiva do dia a dia do consumidor.

“O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário. Quando o prato feito sobe, não é apenas o alimento que ficou mais caro; é toda a estrutura econômica pressionando o preço final”, declarou.

E o preço varia de região para região. A diferença entre o Sul, que lidera o ranking com o prato a R$ 34,90, do Norte, que tem o valor mais acessível, a R$ 29,99, é de aproximadamente 16,4%.

A região Centro-Oeste fica em segundo com R$ 34,45, acompanhada do Sudeste com R$ 31,99, e Nordeste a R$ 30,00.

“O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país”, destaca Rodrigo Simões Galvão.

Além do preço dos alimentos, mão de obra, energia elétrica, água, gás e aluguel do estabelecimento estão entre os fatores que influenciam o preço.

A FAC-SP aponta que o aumento dos preços não deve ser interpretado, necessariamente, como um indicativo de maior lucratividade, pois, muitas vezes, corresponde somente ao repasse parcial dos custos acumulados ao longo dos últimos meses.

Rodrigo Simões Galvão argumenta que o empresário do setor de alimentação está entre duas pressões: de um lado, consumidores cada vez mais sensíveis ao preço; de outro, custos operacionais que continuam elevados. “O desafio é preservar qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira”, analisa.

Outro ponto que vale destacar, no cenário macroeconômico, é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira (10), registrou alta de 0,16% em junho. O resultado veio significativamente abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma média de 0,36% para o período.

A desaceleração dos serviços, dos combustíveis e da habitação, além da primeira deflação no grupo de alimentação desde novembro do ano anterior, ficaram entre os destaques positivos.

Mas, apesar do recuo da inflação no setor alimentar, outros fatores de alerta continuam no radar. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, por exemplo, aumentou significativamente a probabilidade de que o fenômeno El Niño atinja intensidade “muito forte” nos próximos meses, elevando o risco de impactos relevantes sobre a produção agrícola em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por giselalammers1.

Conteúdo Original / Fonte: giselalammers1

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