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Os preços ao produtor no Brasil voltaram a cair em maio depois de dois meses de fortes altas, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (30).
O IPP (Índice de Preços ao Produtor) recuou 0,30% em maio, depois de ter subido 2,62% em abril e 2,28% em março. O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 1,99%.
Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que sete registraram recuos na variação mensal.
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As quatro atividades com maiores variações foram indústrias extrativas (-5,90%); borracha e plástico (4,80%); madeira (3,08%); e outros produtos químicos (2,14%).
Segundo o IBGE, alimentos foi a atividade industrial de maior destaque na composição do resultado de maio, com influência de -0,48 ponto percentual no resultado geral.
“O setor de alimentos, que tem o maior peso no cálculo do índice, recuou 2,05% no mês, com destaque para os menores preços dos açúcares, que acompanharam o avanço da safra da cana, contribuindo para que os preços no grupo de fabricação e refino de açúcar caíssem 10,38% no mês”, disse o gerente da pesquisa no IBGE, Murilo Alvim.
“O recuo no preço do café também foi um destaque, como reflexo do período de colheita do grão”, completou.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram queda de 0,21%, bens intermediários recuaram 0,29% e bens de consumo caíram 0,34%.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por reuters
