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Os preços mundiais dos alimentos caíram levemente em junho, segundo acompanhamento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O índice da entidade, que mede o comércio de uma série de produtos ao redor do mundo ficou em 103,3 pontos em junho, com baixa de 0,4 ponto (0,3%) em relação a maio.
Comparado a junho de 2026, o indicador aumentou 4 pontos (3,5%). O recorde foi atingido em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.
As maiores reduções mensais ocorreram nos preços do açúcar, dos cereais e dos laticínios, que superaram os aumentos nos preços dos óleos vegetais e da carne.
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Entre as quedas, os preços do açúcar caíram em média 5,7%. Segundo a FAO, o recuo dos preços do etanol no Brasil fez com que as usinas direcionassem mais cana para a produção do adoçante e fizeram os preços caírem. No entanto, as preocupações com o possível impacto do El Niño na produção na Índia e na Tailândia limitaram a queda geral.
Os valores dos laticínios e do leite recuaram 1,5% em junho, sobretudo devido ao aumento da oferta mundial.
O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio, com destaque para o trigo, que sozinho recuou 4,4%, e do milho, 6,2%. Os preços do trigo sofreram pressão do avanço da colheita e às fortes perspectivas de oferta na região do Mar Negro. Os preços do milho refletem a ampla oferta na América do Sul.
Altas mensais
Conforme a FAO, o indicador de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior, estabelecendo mais um recorde, impulsionado pelas aves em meio à forte demanda global. “A alta foi impulsionada principalmente pelos preços internacionais da carne de aves e, em menor grau, pela valorização da carne ovina, enquanto os preços das carnes suína e bovina recuaram”, diz a entidade, em divulgação.
Os preços dos óleos vegetais subiram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da canola, em parte devido à demanda por biodiesel.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por fernandapressinott
