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O Egito está focado no futebol em meio às reclamações de sua federação e do Irã sobre a decisão dos organizadores locais de designar a partida como o “Jogo do Orgulho” de Seattle, afirmou o técnico Hossam Hassan nesta quinta-feira (25).
O vencedor da partida de sexta (26) poderá assumir a liderança do Grupo G, dependendo do resultado entre Bélgica e Nova Zelândia, mas a preparação para o confronto tem sido dominada pela polêmica envolvendo o fato de dois países onde a homossexualidade é criminalizada terem sido sorteados para disputar essa partida.
Egito e Irã manifestaram objeções após o sorteio realizado em dezembro. Ainda assim, a Fifa, que afirma que o que acontece fora do estádio é responsabilidade das cidades sede, confirmou que os torcedores poderão levar bandeiras do arco-íris para a partida da Copa do Mundo.
O técnico egípcio Hossam Hassan não respondeu diretamente quando foi questionado sobre as celebrações do Orgulho em Seattle coincidirem com o jogo, afirmando apenas que todos estavam concentrados no futebol.
“A Fifa está, obviamente, cuidando da parte organizacional”, disse Hassan aos jornalistas. “Nós temos a Federação Egípcia de Futebol, que é responsável por tratar e administrar essas questões.
“Nossa preocupação é com o futebol dentro de campo. Respeitamos, mais uma vez, o respeito e o jogo limpo (fair play) como regras que todos devem seguir, bem como quaisquer diretrizes estabelecidas pela Fifa”.
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Hassan elogia “nova versão” de Salah
Hassan também evitou comentar as declarações do técnico iraniano Amir Ghalenoei, que afirmou que as restrições de viagem — posteriormente flexibilizadas — fizeram do Irã “a equipe mais oprimida” do torneio.
“Cada seleção nacional tem o direito de participar do torneio e merece tratamento igualitário. A Fifa faz um enorme esforço para oferecer a todos as mesmas oportunidades, garantindo respeito e fair play”, afirmou Hassan.
As esperanças dos torcedores egípcios, como de costume, estão depositadas principalmente em seu capitão e principal estrela, Mohamed Salah, que foi decisivo na primeira vitória dos Faraós sobre a Nova Zelândia em uma Copa do Mundo, atuando em uma função mais centralizada, relativamente nova para ele.
Salah está a apenas um gol de se tornar o maior artilheiro da história da seleção egípcia, empatando justamente com o próprio Hassan. Ainda assim, o treinador destacou a importância do elenco para a partida de sexta-feira, que classificou como “um confronto de altíssimo risco”.
“Não colocamos tudo nas costas de uma ou duas estrelas, apostando apenas que elas resolverão o jogo para nós”, disse Hassan.
O treinador acrescentou que a posição mais central de Salah proporciona ao atacante mais liberdade em campo.
“Acho que estamos vendo uma nova versão de Mo Salah neste momento. Ele joga em uma nova posição — com muita liberdade e de uma forma bastante criativa”, concluiu.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por victorfranco542



