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A semana de Alta Costura de Paris começou nesta segunda (6) e Iris Van Harper fez história ao desfilar um vestido de plasma, chamado de “Helix Nebula”.
Na física, o plasma é considerado o quarto estado físico da matéria, um gás ionizado, a matéria sem forma e volume, mas altamente energizada e que reage às condições do ambiente. Segundo explica a Nasa, o plasma é o que compõe 99,9% do universo, sendo o material que forma Sol e outras estrelas, apesar de ser raro na Terra.
Para que um gás ionizado fosse composto ao vestido, a peça foi composta por duas formas estruturais suspensas em torno da silhueta, que Iris explica ter sido feita com vidro soprado à mão e preenchidas com plasma, de forma que reagisse ao toque humano. “Quando o vestido é usado, o corpo torna-se um condutor do campo elétrico do plasma, alterando-o e interagindo com ele. Como resultado, o vestido incorpora temporariamente o corpo ao seu sistema eletromagnético. Corpo e vestido tornam-se um só”, descreveu o estilista em suas redes sociais.
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A base do vestido é composta de um tule — ao qual foi acoplado o vidro com o plasma — e o comprimento é preenchido com estruturas que lembram bolhas, com recortes transparentes e comprimento fluído.
A coleção também exibiu a peça “Universo Fractal”, em que foi necessário um acelerador de partículas operado em condições extremas, com temperaturas a -100°C. Com as partículas carregadas eletricamente, o que se observa é a formação de raios que parecem descargas elétricas. “Isto transformou o vestido num reservatório de energia metaestável, contendo bilhões de elétrons presos que geram um intenso campo elétrico mantido dentro da sua estrutura.”
O vestido foi composto por um véu preto no comprimento do corpo da modelo, com bordados com brilhos na barra, e um chapéu que lembrava uma asa de um pássaro preto com os mesmos bordados. “Os detalhes finos não pertenciam à mão do criador, mas ao relâmpago, explorando os limiares entre corpo, matéria e energia”, continuou a estilista.
Iris Van Herpen é uma estilista holandesa conhecida por aliar alta-costura e tecnologia, e criou sua maison em 2007. Para o “Helix Nebula” unia a pesquisa da Nasa sobre o comportamento das estrelas e suas vibrações, fenômeno que é semelhante ao terremoto na superfície delas, e tem capacidade de gerar variações de energia no espaço. Em sintonia com os estudos, a designer chamou a coleção de “Sonic Starquakes” — sendo ‘starquakes’ o nome desses abalos sísmicos das estrelas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por larissasantos
