Regina Casé atribui fama de antipática a dar espaço para diversidade na TV

Por CNN Brasil 30/06/2026 às 14:59

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A apresentadora Regina Casé, 72, comentou sobre a fama de antipática que recebeu e circula nas redes sociais. De acordo com ela, as críticas a respeito de sua personalidade atrás das câmeras aumentaram após o destaque do programa “Esquenta!”, exibido pela TV Globo nos anos 2010. Para ela, o protagonismo dado a pessoas negras, periféricas e LGBTQIA+ na televisão causou reação negativa de parcelas mais conservadoras da audiência.

No entanto, ela relatou que a personagem Dona Lourdes, vivida por ela na novela “Amor de Mãe”, entre 2019 e 2020, ajudou a reduzir os ataques virtuais e “repaginou” sua fama de esnobe. A personalidade doce e acolhedora da personagem fez o público enxergá-la de forma diferente quando ela voltou à dramaturgia, já que, nas novelas, quem está em evidência é a personagem.

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“Hoje em dia, é mais suave. Quando você está na dramaturgia, não é você que está ali. Eu digo que a dona Lourdes me ajudou muito. Ela veio para limpar minha barra um pouco e eu dar uma respirada”, afirmou a apresentadora e atriz.

Em entrevista ao programa “Sem Censura”, exibido na última segunda-feira (29), ela revelou que se surpreende ao ler comentários afirmando que ela trata de forma diferente o público longe das câmeras. Ao ser questionada pelo apresentador Murilo Ribeiro sobre a rejeição ao “Esquenta!”, entre 2011 e 2017, ela atribuiu a resistência ao crescimento de uma onda conservadora que não aceitava a presença de pessoas marginalizadas no horário nobre da TV aberta.

“Ninguém sabe o nome daquelas pessoas. Todo o preconceito e ódio, você tem que botar em uma direção. Então, eu virei um ralo para isso. Foi muito duro um período, eu admito. Era muito violento”, desabafou ela. “Se você leva um casal gay muito bonitinho, loirinho, a um programa de noite, é mais palatável. Eu levei, por exemplo, um casal de cortadoras de cana do sertão, duas mulheres casadas.”

“Esquenta!” levava cultura popular das ruas para a TV aberta

O programa de auditório da TV Globo foi ao ar de 2011 a 2017. A produção, exibida aos domingos, celebrava a cultura popular brasileira, como o samba, o pagode, o funk e os personagens dos subúrbios das grandes cidades. Personagens como garis, casais LGBT, rappers e trabalhadores rurais dividiam palco com estrelas da emissora.

Apresentado por Regina Casé, o programa também tinha anfitriões fixos, grandes nomes da música como Arlindo Cruz, Péricles, Xande de Pilares, Mumuzinho e Leandro Sapucahy. Com frequência, os sambistas de renome recebiam amigos para compor as rodas de samba, como Zeca Pagodinho, Douglas Silva e Preta Gil.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lauratoyama

Conteúdo Original / Fonte: lauratoyama

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