ContilNet Notícias
Notícias

Rejuvenescimento íntimo: entenda o procedimento que é cada vez mais buscado

Por CNN Brasil Fonte: Simone Machado 02/07/2026 às 16:32
Rejuvenescimento íntimo: entenda o procedimento que é cada vez mais buscado

Compartilhar matéria

A busca por procedimentos de rejuvenescimento íntimo feminino tem crescido em todo o mundo. Segundo o relatório global de 2024 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o número de mulheres que recorreram a intervenções voltadas para o rejuvenescimento íntimo aumentou 20% nos últimos dois anos.

Para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, esse aumento está relacionado a quebras de tabu em torno do tema de saúde íntima e à maior busca por qualidade de vida.

Leia Mais

“As mulheres deixaram de aceitar o desconforto como parte natural da vida. Elas estão mais informadas, conhecem melhor o próprio corpo e falam com mais naturalidade sobre saúde íntima. Além disso, a menopausa e as disfunções sexuais deixaram de ser temas tabu, aumentando a procura por tratamentos que melhoram conforto, função e qualidade de vida”, explica a ginecologista Iana Vilasbôas Carruego.

Fatores como alterações hormonais, predisposição genética, gravidez, parto e menopausa podem provocar mudanças na região íntima ao longo da vida. Entre as queixas mais comuns entre as mulheres estão a perda de elasticidade dos tecidos, ressecamento vaginal, desconforto durante as relações sexuais e alterações estéticas da vulva.

“Também podem ocorrer diminuição da lubrificação e sintomas urinários, como urgência e incontinência, e mudanças anatômicas, como flacidez dos grandes lábios, hipertrofia dos pequenos lábios e alterações relacionadas ao peso e ao envelhecimento”, acrescenta Carruego.

O termo “rejuvenescimento íntimo” engloba diferentes procedimentos, que podem ser cirúrgicos ou não invasivos, e eles não necessariamente buscam rejuvenescer a região íntima, mas também melhorar a sua funcionalidade.

Entre os procedimentos mais procurados estão os tratamentos com laser e radiofrequência, utilizados para estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade dos tecidos.

Já entre as cirurgias, a labioplastia, procedimento que reduz ou remodela os pequenos lábios vaginais, está entre as intervenções mais realizadas. Embora o componente estético seja relevante, médicos reforçam que a principal indicação para o rejuvenescimento íntimo é a melhora da qualidade de vida.

“A estética, na maioria das vezes, caminha junto com a função. A hipertrofia dos pequenos lábios, por exemplo, provoca não só desconforto estético, mas também funcional. Paciente sente incômodo na roupa íntima, na relação sexual e na higienização. A hipertrofia clitoriana pode deixar o clitóris exposto e ficar hipersensível, ou, com o atrito, ter perda de sensibilidade. A falta de gordura nos grandes lábios pode causar dor ao andar de bicicleta, nas roupas justas por falta da proteção e do ‘acolchoamento’ promovido pela gordura. Além da queixa estética, em que a insegurança pode causar perda de qualidade de vida sexual, libido, por razões emocionais e psicológicas”, detalha Renata Magalhães, cirurgiã plástica com expertise em cirurgias íntimas e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Quem pode fazer?

O procedimento é recomendado para mulheres que sofrem com secura vaginal severa, dor na relação sexual, infecções urinárias de repetição causadas pela perda da barreira de proteção natural, ou flacidez que gera perda involuntária de urina ao tossir ou espirrar.

A indicação deve ser individualizada e baseada em sintomas que impactam a qualidade de vida da paciente.

Mulheres que apresentam desconforto físico, alterações funcionais ou insatisfação estética podem ser candidatas aos tratamentos, desde que passem por avaliação médica detalhada.

“Esses tratamentos são indicados quando existe impacto na qualidade de vida da mulher, seja físico, sexual ou emocional. Dor nas relações sexuais, ressecamento vaginal, incontinência urinária, desconforto com roupas, limitações em atividades físicas e alterações anatômicas que geram sofrimento são exemplos de situações que podem justificar tratamento”, detalha Carruego.

Apesar dos avanços tecnológicos, os especialistas alertam que os procedimentos não são isentos de riscos. Entre as possíveis complicações estão infecções, sangramentos, cicatrização inadequada, dor persistente e alterações de sensibilidade.

Nos tratamentos não cirúrgicos, também podem ocorrer irritação local, queimaduras e resultados abaixo das expectativas.

“Qualquer cirurgia deve ser feita em centro cirúrgico, mesmo que pequena. Não faça em consultório, pois o risco de complicações é maior. E também o centro cirúrgico é mais seguro para situações imprevistas, de urgência e emergência. Último ponto: peça para ver várias fotos de antes e depois para que você possa avaliar o trabalho do médico e decidir com mais segurança de que ficará satisfeita”, acrescenta Magalhães.

TópicosCirurgia plásticaProcedimentos estéticos


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Simone Machado

Sair da versão mobile