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O iene japonês caiu para a faixa de ¥162 por dólar, o menor nível frente à moeda norte-americana em cerca de 40 anos.
Embora o movimento tenha impacto direto sobre a economia japonesa, os efeitos podem se espalhar pelos mercados globais ao influenciar a política de juros do Banco do Japão (BoJ) e o fluxo de investimentos internacionais.
Apesar de o Japão ser uma das maiores economias do mundo, o país depende ainda da importação de energia, alimentos e outras matérias-primas e um dólar mais alto encarece esses produtos, pressionando a inflação no país.
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Segundo Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, o cenário ganha importância devido ao Banco do Japão elevar os juros após anos de taxas próximas de zero, alterando a dinâmica que influenciou o mercado por décadas.
“O Japão passou muitos anos com juros praticamente zerados, o que estimulou operações de carry trade. Agora, com a sinalização de novos aumentos de juros, muitos investidores devolveram os recursos tomados no mercado japonês. Para isso, acabam reduzindo posições em ativos de risco, como ações, o que pode pressionar as bolsas ao redor do mundo”, explica.
O carry trade consiste em uma estratégia na qual investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em mercados que oferecem retornos mais elevados. Quando os juros japoneses sobem, essa estratégia perde atratividade e parte dessas operações tende a ser desfeita.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, comenta que o risco de conviver por muito tempo com a deflação, como o Japão fez por anos, é maior do que o de ter uma inflação um pouco mais elevada.
“Quando os preços caem continuamente, as pessoas adiam o consumo pois esperam pagar menos no futuro, o que destrói o crescimento econômico. Por isso, consolidar uma inflação moderada é visto como positivo para o país. Ao mesmo tempo, é preciso cautela para que os juros não subam demais agora, já que o Japão possui uma dívida pública colossal, equivalente a cerca de 250% do PIB”, avalia.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por marianatokura
