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O mercado financeiro elevou a previsão para os juros e atualmente prevê a taxa Selic ao final de 2026 em 14%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22). A revisão representa a 15ª alta consecutiva na projeção para a inflação deste ano, refletindo um cenário de pressão persistente sobre os preços.
Para o colunista da CNN Money Gilvan Bueno, ao CNN 360º, o aumento na expectativa da Selic é a ferramenta disponível para combater a inflação antes que ela afete ainda mais o orçamento das famílias brasileiras. “Essa é a forma que nós temos de combater essa inflação que está persistente e que cada dia que passa começa a chegar na vida das famílias”, afirmou.
Conflito no Estreito de Hormuz impulsiona pressão inflacionária
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Gilvan Bueno apontou o conflito no Estreito de Hormuz como um dos principais fatores por trás da escalada inflacionária. Segundo ele, a região responde por cerca de 20% da capacidade energética global, sendo responsável pelo escoamento de petróleo, gás natural e fertilizantes — insumos que impactam diretamente os custos de transporte, alimentação e produção industrial. “Esses três produtos, derivados do petróleo, têm uma capacidade dentro da inflação muito grande”, destacou.
O analista explicou que o conflito, iniciado no final de fevereiro, foi se prolongando e, com isso, as expectativas de inflação foram sendo revisadas para cima. Ele ressaltou que, enquanto não houver um acordo formal e definitivo entre as partes envolvidas, a pressão inflacionária tende a continuar. “Ela só vai cessar quando você tiver a assinatura e as duas partes chegando à conclusão”, disse Gilvan Bueno.
Efeito dos juros demora meses para chegar às famílias
Gilvan Bueno alertou ainda que alterações na política de juros não produzem efeitos imediatos na economia. Em uma economia de mais de 10 trilhões de reais, uma variação de 0,25 ponto percentual pode levar cerca de seis meses para ser sentida pelas famílias. O analista mencionou que Galípolo já havia destacado essa questão relacionada aos chamados choques de oferta.
Segundo Gilvan Bueno, o Brasil tem enfrentado uma sequência de choques de oferta nos últimos anos, incluindo a pandemia, o conflito entre Rússia e Ucrânia, e agora a tensão no Estreito de Hormuz. Ele avaliou que os impactos desses eventos só devem ser completamente absorvidos a partir de 2027, caso um acordo seja firmado o quanto antes. “Em 2027 já começa o ano com um pouco de refresco, se a gente assinar esse acordo o quanto antes”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
