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A atividade do setor privado da zona do euro encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em um ritmo mais lento, já que uma recuperação modesta na demanda por turismo e lazer não conseguiu compensar totalmente a queda sustentada nos novos negócios, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (23).
O PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto preliminar da S&P Global para a zona do euro subiu em junho para 49,5, ante 48,5 em maio, atingindo a maior marca em três meses. Um valor abaixo de 50,0 indica contração.
“Isso ainda indica uma atividade econômica fraca para o bloco, mas a diminuição das pressões sobre os preços indicada pela pesquisa é encorajadora”, disse Bert Colijn, do ING.
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“Depois de já ter sinalizado contração na atividade empresarial em abril e maio, isso certamente completa um trimestre fraco para o crescimento econômico na zona do euro.”
Pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa uma expansão de 0,1% da economia neste trimestre.
Os novos pedidos caíram pelo quarto mês consecutivo em junho, mas em um ritmo mais lento. Uma recuperação marginal nas novas encomendas do setor industrial não foi suficiente para compensar o declínio contínuo na demanda por serviços.
A maioria das respostas à pesquisa foi coletada antes da assinatura do memorando de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, em 17 de junho.
O PMI preliminar de serviços da zona do euro subiu ligeiramente de 47,7 em maio para 48,9 — máxima em três meses —, mas permaneceu em território de contração.
O emprego caiu ligeiramente na zona do euro neste mês. O número de funcionários no setor de serviços registrou um ligeiro aumento, mas a folha de pagamento da indústria continuou a encolher.
Em relação aos preços, os custos dos insumos subiram no ritmo mais lento desde pouco antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro, diminuindo tanto na indústria quanto nos serviços.
A inflação dos preços de produção também desacelerou, mas em menor proporção do que os custos dos insumos.
“Com as pressões inflacionárias mostrando sinais de abrandamento, o BCE pode agora ter mais margem para voltar a se concentrar no quadro enfraquecimento do crescimento interno”, afirmou Pierre Roke, da Validus Risk Management.
O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em 11 de junho uma vez que um aumento nos custos de energia relacionado à guerra empurrou a inflação geral para mais de 3%, bem acima da meta de 2% do BCE.
O PMI preliminar do setor industrial da zona do euro caiu de 51,6 para 51,3 em junho — a menor marca em quatro meses.
A produção industrial continuou a crescer, sustentada pela formação de estoques, à medida que os clientes buscavam se antecipar a possíveis aumentos futuros de preços e interrupções no abastecimento.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por reuters



