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O sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão, informou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (30), com alguns hospitais danificados e outros com falta de pessoal após dois terremotos fatais ocorridos na semana passada.
Mais de 1.700 pessoas morreram e cinco mil ficaram feridas depois que centenas de edifícios foram destruídos ou danificados pelos terremotos consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5.
Pelo menos três centros de saúde sofreram danos críticos, e outros seis estão danificados ou operando apenas parcialmente, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa em Genebra, Suíça.
“Os demais permanecem operacionais, (mas) sob forte pressão”, afirmou ele, referindo-se a um levantamento realizado em 21 unidades de saúde.
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“As conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação e pelo aumento das filas de espera para cirurgias”, acrescentou o porta-voz.
Diversos profissionais de saúde especializados em assistência à maternidade em La Guaira continuam desaparecidos, disse ele, criando o que chamou de lacuna crítica na assistência obstétrica.
As milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos também correm risco de surtos de doenças como febre amarela e dengue, especialmente devido à cobertura vacinal relativamente baixa, continuou Lindmeier.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por poliannelima



