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Larvas de besouros conhecidas como “supervermes” podem ajudar museus a limpar esqueletos de animais de forma mais rápida e com menor risco de danos aos ossos, segundo um estudo publicado na revista científica PLOS ONE.
Os pesquisadores observaram que centenas desses insetos conseguem remover praticamente toda a carne de animais mortos em poucas horas ou dias, dependendo do tamanho da carcaça. Em um dos testes, um esquilo foi limpo em apenas algumas horas.
Atualmente, muitos museus utilizam produtos químicos, enzimas ou colônias de besouros dermestídeos para preparar esqueletos destinados a pesquisas e exposições. No entanto, esses métodos podem ser caros, gerar resíduos, danificar os ossos ou exigir cuidados para evitar que os insetos escapem e infestem outras coleções.
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Os supervermes são as larvas do besouro Zophobas atratus e já são amplamente utilizados como alimento para répteis, peixes, anfíbios e aves.
Segundo os pesquisadores, uma das principais vantagens é que, quando mantidos em grandes grupos, eles permanecem na fase de larva e não se transformam em besouros adultos. Isso reduz o risco de fuga e de infestação em museus.
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Para testar a técnica, a equipe colocou centenas de supervermes sobre carcaças de diferentes espécies, desde um pequeno rato até um lobo-cinzento. Antes disso, os animais tiveram a pele e os órgãos removidos. Nos exemplares maiores, os pesquisadores também utilizaram água quente para amolecer os tecidos restantes.
Em seguida, as carcaças foram colocadas em recipientes com diferentes quantidades de larvas para avaliar a velocidade e a eficiência da limpeza.
Os resultados indicaram que os supervermes conseguiram remover os tecidos sem causar danos aos esqueletos. Para os autores, a técnica pode representar uma alternativa mais simples, barata e ambientalmente menos impactante para a preparação de peças destinadas a coleções científicas e exposições.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por thomaz.sousa
