Técnico da Bélgica elogia Balogun por gesto após eliminação dos EUA na Copa

Por CNN Brasil 07/07/2026 às 06:33

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O simples fato de Balogun estar em campo no Estádio de Seattle transformou o atacante em um dos principais assuntos da Copa do Mundo. Desde que a Fifa anunciou, no domingo, a suspensão da punição automática de um jogo imposta após seu cartão vermelho direto, o caso passou a dominar o debate em torno do torneio.

Um dos principais críticos da decisão foi o técnico da Bélgica, Rudi Garcia. Apesar disso, o treinador revelou que Balogun o procurou após a partida e elogiou a atitude do atacante.

“Ele veio falar comigo. Gostei muito disso. Não é culpa dele. Ele não é o culpado de absolutamente nada. E foi isso que eu disse a ele. Agradeço muito por ele ter vindo me ver”, disse Garcia.

O técnico ainda revelou admirar o atleta norte-ameicano.

“É um jogador que gosto muito. Pude vê-lo jogar quando também fui assistir ao jogo entre Monaco e Paris Saint-Germain e ele marcou dois gols (…). É um atacante muito interessante”, avaliou.

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Garcia também minimizou a possibilidade de a polêmica ter servido como motivação extra para a equipe belga.

“Não, não era necessário”, disse Garcia. “Independentemente da escalação inicial dos EUA, o que realmente importava para nós era a nossa escalação. Isso não mudou nada em relação à nossa dedicação”.

Pochettino revela frustração

Pressionado repetidamente sobre as críticas generalizadas à forma como Folarin Balogun foi liberado para jogar na partida das oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica, na segunda-feira, o técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, também fez uma pausa e expressou seus sinceros sentimentos sobre o caso.

Embora tenha afirmado que a situação não teve influência na derrota de segunda-feira, ele criticou pessoalmente aqueles que questionaram os motivos por trás do processo que liberou Balogun para jogar.

“Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas que deveriam entender a situação”, disse Pochettino. “Não é uma desculpa, não era o nosso dia.”

“Mas, em termos pessoais, qual o sentido de enviar uma mensagem negativa ou de ameaçar? Misturar isso, falar de ética, falar de integridade?”

Influência no resultado

O meio-campista americano Tyler Adams afirmou que a equipe só soube da suspensão do cartão vermelho quando a notícia foi divulgada no domingo. Ele também descartou a ideia de que isso tenha criado uma distração que possa ter afetado a preparação do time.

“Não acho que o barulho ou qualquer outra coisa nos tenha afetado de alguma forma. Pelo contrário, provavelmente nos animou, de certa forma”, disse Adams.

Questionado sobre se a situação poderia ter afetado o desempenho de Balogun, Adams rebateu: “Alguém teve uma presença marcante em campo hoje? Você sabe o que quero dizer?”

O zagueiro Tim Ream seguiu Adams até o pódio e foi rapidamente questionado sobre como ele achava que a situação de Balogun e os debates subsequentes impactaram a equipe.

“Não teve impacto nenhum”, disse Ream. “Temos feito um bom trabalho com este grupo, permitindo que as críticas externas sejam apenas críticas externas. Não tem nada a ver conosco como jogadores e com a nossa preparação para os jogos. É uma daquelas coisas, é o mundo em que vivemos.”

“Estávamos totalmente focados em nós como grupo e como equipe, e totalmente concentrados no jogo, sem nos preocuparmos com o que estava sendo dito ou debatido no mundo exterior.”

Relembre o caso

O presidente Donald Trump admitiu ter telefonado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o que só intensificou o debate em torno da já controversa decisão da entidade máxima do futebol belga. A federação belga teve permissão para recorrer, o que fez, mas o recurso foi negado na manhã de segunda-feira.

A Uefa, entidade que rege o futebol na Europa, afirmou que a decisão da Fifa de suspender ou anular uma punição “cruzou uma linha vermelha”.

O vice-primeiro-ministro belga, Maxime Prévot, criticou a intervenção de Trump e de autoridades americanas, classificando-a como uma “decisão incompreensível” e afirmando que “seria uma violação flagrante das regras mais básicas do futebol e do esporte”.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelladalmas

Conteúdo Original / Fonte: manuelladalmas

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