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A véspera do confronto entre Marrocos e França pelas quartas de final da Copa do Mundo teve tensão fora de campo. Na coletiva desta quarta-feira, no estádio de Boston, jornalistas marroquinos protestaram ao perceber que a entrevista de Didier Deschamps seria encerrada sem que nenhum deles tivesse feito perguntas.
O treinador francês falou por cerca de 20 minutos, dentro do protocolo da Fifa. A assessoria da Federação Francesa de Futebol deu prioridade a repórteres franceses, além de aceitar uma pergunta em espanhol e outra em inglês. Quando a coletiva foi dada como encerrada, os marroquinos reclamaram em voz alta.
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Deschamps chegou a se levantar para deixar o palco, mas voltou a sentar e aceitou responder a mais uma pergunta, visivelmente incomodado. O técnico explicou que tinha um longo trajeto de volta ao hotel, compromissos com os jogadores e o treinamento para preparar. “Se 50 levantam a mão, eu não posso responder 50 perguntas”, disse, antes de conceder a resposta final.
Reedição de 2022
Marrocos e França se enfrentam nesta quinta-feira (9), às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos. Quem avançar encara Espanha ou Bélgica na semifinal.
O duelo repete a semifinal do Mundial de 2022, no Catar, quando os franceses venceram por 2 a 0 e eliminaram os africanos. Agora, os marroquinos têm a chance de devolver a eliminação.
A França persegue a terceira final consecutiva de Copa do Mundo, feito que só o Brasil alcançou. Do outro lado, Marrocos pode se tornar a primeira seleção africana a chegar duas vezes a uma semifinal.
Laços históricos
A rivalidade entre as seleções tem raízes que vão além do futebol. Parte do território marroquino foi protetorado francês entre 1912 e 1956, período em que França e Espanha dividiram o controle da região, no norte da África. Hoje, os dois países europeus abrigam grandes comunidades de origem marroquina.
Essa ligação se reflete nos elencos: somando as duas seleções, 29 jogadores nasceram em solo francês. Seis deles defendem Marrocos, caso do meio-campista Ayyoub Bouaddi, além de Gessime Yassine, Issa Diop, Neil El Aynaoui, Redouane Halhal e Samir El Mourabet. Brahim Diaz, Hakimi e Saibari nasceram na Espanha, e o técnico Mohamed Ouahbi, na Bélgica.
Dúvidas nas escalações
Ouahbi tem uma indefinição no ataque. Saibari, recém-contratado pelo Bayern de Munique, deixou o jogo contra o Canadá com dores musculares. O jogador viajou com a delegação, e a decisão sobre sua presença deve sair apenas horas antes da partida.
Na França, Deschamps convive com duas incertezas. Tchouameni, que desfalcou o time na classificação sobre o Paraguai por lesão muscular, ainda é dúvida — Manu Koné, da Roma, é o substituto natural e já ocupou a vaga em dois jogos no Mundial. No ataque, Bradley Barcola e Desiré Doué disputam a última posição entre os titulares.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por jaironascimento
