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O governo brasileiro confirmou o envio de um quarto voo humanitário à Venezuela, em apoio às operações de resposta aos terremotos que atingiram o país. A missão conta com bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais, que partiram da base aérea da Força Aérea Brasileira, em Guarulhos, com previsão de atuação de até 30 dias no território venezuelano.
Em entrevista à CNN, a tenente Olívia, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, detalhou o funcionamento da operação. Segundo ela, nesta segunda força-tarefa embarcaram 16 bombeiros militares de São Paulo, um militar da Defesa Civil Estadual de São Paulo e um contingente de Minas Gerais.
“Hoje, domingo (28), nós estamos nesse momento na base da Força Aérea Brasileira, aqui na cidade de Guarulhos”, afirmou.
Equipes autossustentáveis com quartel móvel
As equipes brasileiras viajam com estrutura completamente autossuficiente. Olívia explicou que os profissionais levam desde equipamentos individuais de proteção até toda a alimentação necessária.
“Nós estamos levando desde os equipamentos individuais de proteção de cada bombeiro, assim como também toda a nossa alimentação, todos os equipamentos que a gente vai utilizar de salvamento, como malhos, esmerilhadeiras, bastante serra sabre”, detalhou.
Além disso, combustível para os equipamentos, barracas e alojamentos também foram embarcados. “É praticamente um quartel que a gente levantou daqui de São Paulo, colocou no avião e está mandando lá para a Venezuela”, resumiu.
Corrida contra o tempo nas buscas
Olívia explicou que, com o passar das horas desde o início da tragédia, a probabilidade de encontrar sobreviventes diminui progressivamente. Por isso, o envio de mais profissionais tem como objetivo ampliar a cobertura das áreas afetadas, que são divididas em quadrantes operacionais entre as equipes internacionais e nacionais presentes no local.
A porta-voz também destacou a técnica de busca por “bolsões de vida”, espaços que se formam nos escombros de grandes edificações e onde pessoas podem sobreviver por dias.
“Encontrando bolsões, existe uma possibilidade muito grande de terem vítimas lá dentro. Havendo vítimas, a gente realiza a extração imediata e já realiza o APH, que é o atendimento pré-hospitalar, ali no local mesmo, antes de encaminhar essa pessoa para o hospital”, explicou.
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Silêncio e comunicação nos escombros
Olívia descreveu ainda os cuidados necessários ao acessar estruturas desabadas. Segundo ela, a movimentação dos bombeiros ou dos equipamentos pode desestabilizar os destroços, exigindo extrema cautela.
“A gente sempre busca ali quatro apoios, a gente vai bem rente ao chão, bem devagar, com muito cuidado na utilização dos equipamentos”, afirmou. Para localizar sobreviventes, os profissionais fazem silêncio e utilizam apitos e lanternas, orientando as possíveis vítimas a emitir qualquer sinal sonoro.
“Olha, se você me ouve, se você me escuta, faça qualquer som ou bata três vezes. Às vezes a pessoa não consegue nem falar, mas se ela conseguir bater ali na estrutura, a gente está atento para saber: aqui tem uma pessoa”, descreveu.
Previsão de 30 dias de operação
De acordo com Olívia, a primeira equipe enviada partiu com previsão de 15 dias de atuação, prorrogáveis por mais 15. A segunda força-tarefa segue o mesmo modelo. “Durante um mês, nós temos capacidade plena operacional de trabalhar na Venezuela ininterruptamente”, garantiu.
Para voluntários que desejam ajudar nas operações, a orientação é buscar os postos de comando no local. “Procure o que a gente chama de postos de comando. Ali com certeza vai ter alguma liderança de voluntariados que vai conseguir dar para você uma missão que não vai te expor a risco, mas também vai auxiliar as equipes”, orientou.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosbombeirosCorpo de BombeirosTerremotoVenezuela
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites



