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A busca por investimentos internacionais tem crescido entre os brasileiros. Dados do Banco Central mostram que os ativos mantidos por residentes brasileiros no exterior alcançaram US$ 654,5 bilhões em 2024, um recorde histórico. Segundo a pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), mais de 29 mil de pessoas declararam ter bens, direitos e investimentos fora do país.
O movimento reflete uma tendência global de diversificação patrimonial. Em um cenário marcado por oscilações econômicas, mudanças nas taxas de juros e volatilidade cambial, investir além das fronteiras passou a ser uma estratégia considerada por investidores de diferentes perfis.
Por que investir fora do Brasil
Ao aplicar recursos em outros mercados, o investidor reduz sua exposição aos riscos específicos da economia brasileira e amplia seu acesso a setores pouco representados na bolsa nacional.
Segundo a gerente executiva de Equity Research do Inter, Gabriela Joubert, investir no exterior permite diversificar não apenas o risco geográfico, mas também as oportunidades setoriais. “Esse tipo de investimento é interessante porque possibilita diversificar ainda mais a carteira, tanto em relação ao risco soberano quanto ao acesso a setores menos relevantes no Brasil, como farmacêuticas e tecnologia”, explica. Os principais benefícios desse movimento são:
- Diversificação geográfica e cambial
- Exposição a empresas globais
- Acesso a setores pouco presentes no mercado brasileiro
- Proteção contra a desvalorização do real
- Participação em economias mais avançadas
Além disso, investir em moedas fortes, como o dólar, pode ajudar a preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo.
Saiba como investir no exterior sem sair do Brasil
Embora seja possível abrir conta em corretoras internacionais e investir diretamente em bolsas estrangeiras, atualmente existem alternativas mais simples e acessíveis para quem deseja internacionalizar a carteira. As principais são:
- BDRs (Brazilian Depositary Receipts) – Certificados negociados na bolsa brasileira que representam ações de empresas estrangeiras. Com eles, é possível investir em companhias globais como:
- Apple
- Microsoft
- Alphabet (Google)
- Meta (Facebook)
- Amazon
- ETFs internacionais – Fundos negociados em bolsa que replicam índices, setores ou estratégias de investimento
O que considerar antes de investir no exterior
Assim como qualquer investimento, as aplicações internacionais envolvem riscos e exigem análise cuidadosa. O principal fator é a variação cambial. Quando o dólar sobe ou cai em relação ao real, isso afeta diretamente a rentabilidade dos investimentos internacionais. Conheça exemplos práticos:
1 – Dólar em alta beneficia investimentos externos
Um investidor possui R$ 10 mil aplicados em ativos dolarizados. Mesmo que as ações permaneçam estáveis, uma valorização do dólar de R$ 5 para R$ 5,50 pode gerar ganho em reais apenas pelo efeito cambial.
2 – Dólar em alta impacta investimentos domésticos
A valorização da moeda americana pode aumentar a inflação no Brasil, elevando custos de produtos importados e pressionando os juros. Isso tende a favorecer alguns investimentos de renda fixa, mas pode impactar negativamente empresas dependentes de importações. Além do câmbio, é importante analisar:
- O modelo de negócios da empresa
- Perspectivas de crescimento
- Cenário econômico do país onde atua
- Riscos regulatórios
- Nível de endividamento
- Governança corporativa
Soluções para investir globalmente
Com o aumento do interesse por ativos internacionais, o mercado brasileiro passou a oferecer alternativas mais acessíveis para investidores que desejam exposição global sem enfrentar burocracias. Uma dessas opções é o Inter Carteira Global FIA BDR Nível I, fundo da Inter Asset inspirado na carteira de BDRs elaborada pela equipe de Research do Inter.
A proposta é simplificar o acesso a empresas internacionais por meio de uma gestão profissional, processos rigorosos de seleção de ativos e diversificação da carteira. Além da praticidade operacional, fundos dessa natureza ajudam a simplificar aspectos relacionados ao acompanhamento dos investimentos e à gestão tributária.
Vale a pena ter parte do patrimônio no exterior?
Depende dos objetivos e do perfil de cada investidor. No entanto, especialistas recomendam algum grau de diversificação internacional, sobretudo para investidores com horizonte de longo prazo. Patrimônio exposto a moedas fortes, mercados globais e empresas internacionais pode ajudar a reduzir riscos concentrados em uma única economia e ampliar as oportunidades de retorno.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre investimentos no exterior
Quanto dinheiro os brasileiros possuem no exterior?
Segundo o Banco Central, os ativos declarados por brasileiros no exterior somaram US$ 654,5 bilhões em 2024.
É necessário abrir conta fora do Brasil para investir no exterior?
Não. É possível investir internacionalmente por meio de BDRs, ETFs e fundos globais negociados no mercado brasileiro.
O que são BDRs?
São certificados negociados na B3 que representam ações de empresas estrangeiras, permitindo exposição internacional sem necessidade de investir diretamente em outra bolsa.
Qual é o principal risco dos investimentos internacionais?
A variação cambial. Oscilações do dólar podem ampliar ganhos ou perdas quando convertidos para reais.
Investir no exterior é indicado para qualquer investidor?
Depende do perfil e dos objetivos financeiros. Em geral, a diversificação internacional pode ser benéfica para investidores que buscam reduzir riscos e ampliar oportunidades de longo prazo.
Quanto da carteira deve estar investido fora do Brasil?
Não existe uma regra única. O percentual ideal varia conforme o perfil de risco, horizonte de investimento e estratégia patrimonial de cada investidor.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por ext1uairafael



