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A emergência sanitária na Venezuela, causada pelos terremotos de quarta-feira (24), está atingindo um sistema de saúde que já vinha enfrentando uma longa crise devido a anos de deterioração e falta de investimentos.
Apesar das mudanças de governo e da ajuda enviada pelos Estados Unidos, não houve muitas alterações, situação que está sendo posta à prova mais uma vez com outro desastre natural.
As primeiras imagens mostram hospitais sobrecarregados, com enfermarias improvisadas em corredores e até mesmo na rua devido ao grande número de feridos.
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“O sistema vem sofrendo uma deterioração significativa há muitos anos. Em termos gerais, as condições são preocupantes”, disse à CNN o especialista em políticas de saúde pública Marino González, integrante da Academia Nacional de Medicina da Venezuela.
O Ministério da Saúde informou que ativou a rede de oito hospitais públicos na Grande Caracas (que abrange a maior parte das áreas afetadas), e outras 12 clínicas privadas se juntaram ao esforço para triagem, estabilização e hospitalização após os terremotos.
“O fator crítico é a gestão de recursos. Já existe coordenação entre recursos públicos e privados, o que é uma boa notícia”, disse González.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que pelo menos 188 mortes foram confirmadas e mais de mil ficaram feridas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Giovanna Csiszar

