Compartilhar matéria
A defesa de William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, informou que vai recorrer da decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que o condenou por importunação sexual no caso envolvendo a empreendedora Lilly Martins, em uma festa em 2023.
Em nota enviada à imprensa, a defesa afirmou que a decisão “não é definitiva”, por se tratar do julgamento de um recurso, e ressalta que ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão apresentados “dentro das possibilidades legais”.
A defesa afirma respeitar o entendimento dos desembargadores, mas diz discordar da condenação. Segundo os advogados, William nega a acusação e ressaltaram que o Ministério Público se manifestou, tanto em primeira quanto em segunda instância, pela absolvição do investigado, por entender que haveria ausência de provas e de materialidade delitiva, ou seja, a comprovação objetiva de que um crime realmente ocorreu.
Leia Mais
- Modelo apontada como pivô do fim de Vini Jr. e Virginia revela bastidores
- Virginia volta às redes após polêmica com Luana Piovani e agradece apoio
- Equipe de Virginia esclarece medidas judiciais contra Luana Piovani
O advogado de William, Giuliano Vettori, afirmou que a defesa vai recorrer aos tribunais superiores e que, segundo ele, pela legislação brasileira, ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da ação.
Em outro pronunciamento, o advogado reforçou que tanto o promotor de Justiça quanto o procurador de Justiça emitiram pareceres favoráveis à absolvição de William, mas que os desembargadores decidiram de forma diferente.
A CNN Brasil entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Goiás que informou que o processo tramita em segredo de justiça. O Ministério Público de Goiás também declarou que, por se tratar de crime contra a dignidade sexual, o caso segue sob sigilo.
Veja a nota completa da defesa;
“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado. O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva. Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.
*Sob supervisão de Thiago Félix
TópicosImportunação sexualTribunal de JustiçaVirginia Fonseca
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anaclaracampos
