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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou nesta segunda-feira (13) o homem flagrado por câmeras de segurança chutando o rosto da própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O suspeito, que já cumpre prisão preventiva, responderá pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura.
A investigação avançou após a coleta de depoimentos, exames periciais e provas materiais de outros episódios de violência.
Detalhes da agressão filmada
O caso ganhou repercussão nacional após imagens de câmeras de monitoramento mostrarem o homem caminhando com duas crianças e desferindo um chute contra o rosto da menina, que cai no chão.
Em depoimento, o agressor confirmou a agressão e alegou que agiu motivado pelo choro e gritos da filha, embora tenha declarado não se lembrar de todos os detalhes do ocorrido.
Na ocasião, um pedestre chegou a questionar a atitude do pai, mas foi confrontado por ele.
Histórico de violência contra o enteado
As investigações conduzidas pelo delegado Ricardo Moraes revelaram que a violência não era um fato isolado.
No dia 2 de julho, apenas três dias antes do chute registrado em vídeo, o enteado do suspeito, um menino de 5 anos, teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira.
Fotografias das lesões foram anexadas ao inquérito para a produção de um laudo pericial indireto, fundamentando o indiciamento por mais um crime de lesão corporal.
Práticas de tortura e castigos físicos
Além das agressões diretas, a PCPR identificou a aplicação de castigos exacerbados que configuram o crime de tortura.
Provas testemunhais e documentais indicam que o homem obrigava as crianças a ajoelharem sobre tampinhas de garrafa pet, grãos de milho e feijão como forma de punição.
Devido ao sofrimento físico e psíquico imposto às vítimas de pouca idade, a autoridade policial formalizou a acusação por tortura.
Medidas de proteção e perícia
A menina de 3 anos foi submetida a exame de lesão corporal, e a polícia aguarda a conclusão do laudo pericial. O Conselho Tutelar acompanha o caso para garantir a segurança das crianças.
Paralelamente, a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência em favor da mãe, das crianças e de outros familiares envolvidos.
O inquérito busca agora reconstituir todo o trajeto do suspeito no dia do crime por meio de novas imagens de monitoramento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por robertosouza.
