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Uefa detona Fifa por liberar Balogun na Copa: “Cruzou uma linha vermelha”

Por CNN Brasil Fonte: manuelladalmas 06/07/2026 às 06:33
Uefa detona Fifa por liberar Balogun na Copa: “Cruzou uma linha vermelha”

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A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica provocou forte reação da Uefa. Nesta segunda-feira (6), a entidade que comanda o futebol europeu afirmou que a medida “cruzou uma linha vermelha” e colocou em risco a integridade da competição.

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, ainda nos 16 avos de final. Após marcar um dos gols da classificação americana, o atacante acertou Tarik Muharemovic com as travas da chuteira e recebeu cartão vermelho direto.

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Pelas regras da competição, o jogador deveria cumprir suspensão automática de uma partida e desfalcar os Estados Unidos no duelo contra a Bélgica. No entanto, a Fifa suspendeu a aplicação da punição por um período probatório de um ano, tornando o atacante apto para atuar nas oitavas.

Segundo a agência “Associated Press”, a decisão ocorreu após a Casa Branca solicitar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão do caso.

Em nota oficial, a Uefa classificou a decisão como “inédita, incompreensível e injustificável”. A entidade argumenta que a suspensão automática após um cartão vermelho é um princípio previsto no regulamento e não pode ser flexibilizado durante uma Copa do Mundo.

“O futebol, como qualquer esporte, depende de regras que garantem uma competição justa, honesta e transparente. Neste caso, não há espaço para interpretação”, afirmou a Uefa.

Ainda de acordo com a entidade, abrir uma exceção em meio ao torneio compromete a credibilidade da competição e cria um precedente para que situações semelhantes recebam o mesmo tratamento.

Críticas proliferam

A Federação Belga também criticou a medida e informou que avalia todas as possibilidades jurídicas após a liberação do atacante americano.

Quem também se manifestou foi o ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que cartões vermelhos “não são revertidos por telefonemas políticos”, mas por regras e órgãos independentes. Blatter ainda questionou até que ponto o futebol pode sofrer influência política.

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também comentou a polêmica após a expulsão de Jarell Quansah nas oitavas de final. O treinador questionou onde estaria o limite para revisões desse tipo e ironizou ao ser perguntado se Harry Kane poderia pedir ajuda ao presidente dos Estados Unidos para reverter a punição do defensor inglês.

A decisão da Fifa se baseou no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente a execução de uma sanção em caráter probatório. A mesma regra já havia sido aplicada anteriormente no caso de Cristiano Ronaldo.

Antes do início da Copa do Mundo, o atacante português corria o risco de cumprir parte de uma suspensão recebida nas Eliminatórias após uma cotovelada em Dara O’Shea, da Irlanda. Na ocasião, a Fifa também suspendeu a aplicação da punição, permitindo que Cristiano Ronaldo estivesse disponível desde a estreia de Portugal no Mundial.

Em comunicado, a Fifa explicou que, caso Balogun cometa uma infração de natureza semelhante durante o período probatório de um ano, a suspensão será restabelecida, além de eventual nova punição pelo lance.

Veja comunicado da Uefa na íntegra

“A decisão tomada ontem de suspender, por um período probatório de um ano, a aplicação da suspensão automática de uma partida decorrente do cartão vermelho recebido pelo jogador Folarin Balogun cruzou uma linha vermelha.

O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma medida discricionária e não depende da decisão de um órgão competente para entrar em vigor. Trata-se de um princípio previsto nos regulamentos, que não pode ser objeto de exceções, muito menos durante um torneio em que vários outros jogadores passaram pela mesma situação e cumpriram regularmente suas suspensões.

Quando a segurança de que as regras serão cumpridas deixa de ser garantida por aqueles que deveriam protegê-las, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é comprometida. Da mesma forma, essa decisão cria um precedente durante o torneio em andamento, já que situações semelhantes passarão a exigir tratamento igual, em prejuízo da própria competição.

O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um belo jogo e inspira confiança por ser disputado em todos os lugares sob as mesmas regras. Um torneio nunca é um evento isolado e, quando se trata da Copa do Mundo, ele tem o poder de produzir consequências positivas ou negativas para o futebol como um todo.

Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável.”

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelladalmas

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