ContilNet Notícias
Notícias

Última Copa de Neymar marca o fim da “era 7×1” na Seleção Brasileira

Por CNN Brasil Fonte: denisebonfim 06/07/2026 às 02:32
Última Copa de Neymar marca o fim da “era 7×1” na Seleção Brasileira

Compartilhar matéria

Pela primeira vez em 16 anos, a Seleção Brasileira vai começar um ciclo de Copa do Mundo sem Neymar. Após a derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, o jogador anunciou que encerrou sua trajetória com a Amarelinha.

A aposentadoria marca o fim da “era 7×1”, dos jogadores que não só viveram a chamada “Neymardependência”, cunhada desde que o atacante se firmou como uma das principais armas do país, mas que também presenciaram o maior vexame da história do Brasil em Copas – a goleada para a Alemanha.

Leia mais

“Neymardependência”: fora da Copa de 2010, Neymar virou “salvador”

Machucado com as eliminações traumáticas vividas desde 2006, os brasileiros viam em Neymar a esperança de uma nova história. Em 2010, ficou fora por opção de Dunga, ainda muito jovem. Em 2014, se lesionou.

Durante aquele ciclo, criou-se a cultura de que o protagonista seria o suficiente para carregar o time, já sob intensa desconfiança, rumo ao tão sonhado hexa.

Neymar se tornou o responsável por tirar o coelho da cartola a cada jogo. Não foi o que aconteceu.

Último jogador do 7 a 1 em uma Copa

Aos 34 anos, Neymar foi o último nome ainda a serviço da seleção que também esteve na lista de Luiz Felipe Scolari, em 2014.

Mesmo fora de campo – ele fraturou a vértebra lombar após levar uma joelhada do colombiano Camilo Zuñiga – o jogador fez parte do grupo e já era visto, naquela época, como o grande salvador da pátria.

Na ocasião, o jogo ocorria na Arena Castelão, em Fortaleza. Em uma disputa de bola, o até então lateral da seleção colombiana acertou uma joelhada nas costas de Neymar, que imediatamente caiu, sentindo fortes dores. A partida foi interrompida e o brasileiro precisou deixar o campo de maca, aos 41 minutos, bastante emocionado.

Após avaliação médica, os exames constataram uma fratura no processo transverso da terceira vértebra lombar, conhecida como L3. Em termos simples, a lesão atingiu uma estrutura lateral da vértebra, responsável pela ligação com músculos e ligamentos da região.

Apesar do susto, a fratura foi considerada estável, já que não atingiu a medula espinhal nem apresentou risco de paralisia ou sequelas permanentes.

Neymar em 2018 e 2022

Tite chegou à seleção brasileira e o status de Neymar não se alterou. Ainda visto como o craque da equipe, ele chegou à Rússia após a lesão no quinto metatarso do pé direito.

Mesmo longe das condições físicas ideais, ele marcou dois gols, o Brasil caiu para a Bélgica e Neymar saiu marcado pelas quedas e reações consideradas exageradas às faltas sofridas nos jogos.

Em 2022, Neymar poderia até sair como herói. Depois de ficar fora do time por se machucar na fase de grupos, voltou mas quartas de final contra a Croácia e fez um gol brilhante no início da prorrogação.

O que ficou, no entanto, foi a imagem do jogador sequer ter batido o pênalti já que o Brasil foi eliminado antes da sua cobrança, que seria a última.

Mais do que nunca, Brasil terá que ser um time

A Seleção já vem se habituando a atuar sem Neymar, que não é titular desde a lesão no ligamento, e sua saída de maneira oficial acaba com um fantasma que, em certos momentos, pode até ter prejudicado o desempenho dos seus herdeiros.

Carlo Ancelotti, que já não pode contar com o jogador do Santos, terá que controlar as expectativas e lidar com outros problemas: a ausência de um herdeiro absoluto e a divisão das responsabilidades que precisam ser assumidas por quem tem entrado em campo.

A partir de setembro, no jogo amistoso contra a Austrália, não vai haver mais uma pauta para monopolizar o debate. Os principais jogadores terão que assumir as rédeas da camisa pentacampeã e virar a página pensando em 2030.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais

Siga noSiga no Forum Inter


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por denisebonfim

Sair da versão mobile