Compartilhar matéria
O resultado da pesquisa do MEC (Ministério da Educação) que faz um balanço de um ano dos celulares proibidos nas escolas também deu um panorama dos próximos passos a serem adotados pelas instituições de ensino.
Entre os itens apontados pelos gestores para que a medida seja consolidada está a parceria com a família dos alunos a fim de limitar o tempo de tela dos estudantes (67%).
O levantamento foi feito pelo MEC e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) por meio de questionário respondido por 2.469 gestores de escolas públicas e privadas.
Leia mais
- Veto ao celular nas escolas: 86% dos gestores notam alunos menos ansiosos
- Após Pé-de-Meia, abandono do Ensino Médio chega a menor nível desde 2007
- MEC lança guia para orientar uso de recursos digitais nas escolas
O que as escolas querem priorizar?
- 67% dos gestores querem investir em parceria com as famílias para estabelecer limites ao uso de telas;
- 61% querem investir em formação docente e preparar professores para lidar com a mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar;
- 60% querem investir em espaços de lazer e reformas estruturais em pátios e áreas de convivência escolar;
- 49% querem investir em educação digital midiática para integrar o tema ao currículo pedagógico.
87% das escolas planejam realizar ações de ampliação da educação digital
A pesquisa apontou que a proibição ao uso dos celulares foi implementado em 92% das instituições de ensino. Dos gestores que responderam, 87% afirmam que realizaram ou planejam realizar ações para ampliar a educação digital, e 71% discordam de que a restrição limita o desenvolvimento de habilidades digitais.
86% dos gestores notam alunos menos ansiosos
Outro resultado destacado indica que 86% dos gestores de escolas públicas e privadas tiveram a percepção de que a restrição ao uso dos celulares contribuiu para a redução da ansiedade entre os estudantes.
Mudanças comportamentais também foram notadas pelos docentes. Uma delas é que os alunos socializaram mais (95%), os casos de agressões digitais, cyberbullying e conflitos diminuíram (88%) e houve um aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas (67%).
TópicoscelularINEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)MEC (Ministério da Educação)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por mariagiacomelli

