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Uma onça-pintada que mobilizou equipes de diversas instituições após aparecer em uma área urbana de Foz do Iguaçu, no bairro Três Lagoas, no final de junho, foi solta em agosto e, após monitoramento, aparenta estar adaptada à vida livre.
O macho, batizado de Tape’ỹ, foi solto no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.
Desde o momento da soltura, Tape’ỹ é acompanhado pelo projeto Onças do Iguaçu, que o monitora por GPS através de um colar.
Segundo a análise, o animal tem se movimentado apenas dentro do Parque Nacional do Iguaçu, sem registro de aproximação a áreas urbanas. Tape’ỹ, inclusive, foi localizado por diversas câmeras de monitoramento do projeto escondidas ao longo da reserva.
Após a captura da onça-pintada
Após a onça-pintada ser capturada pelos agentes da Polícia Ambiental e equipes do Onças do Iguaçu, o animal permaneceu sob os cuidados da equipe veterinária do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional.
Durante o período, Tape’ỹ passou por diversos exames clínicos e laboratoriais, além disso, também recebeu curativos para os ferimentos obtidos durante a captura. Quanto a rotina, ele se alimentou normalmente e demonstrou capacidade para retornar ao ambiente natural.
Com base nos bons resultados dos exames e na avaliação da rotina do animal, as equipes determinaram que a soltura seria a melhor opção para garantir o bem-estar de Tape’ỹ, além da preservação da espécie.
Porém, antes do processo de soltura, foi colocado um colar de monitoramento por GPS, que permitiu acompanhar a movimentação e a adaptação da onça no local. As informações obtidas através da tecnologia também ajudarão a compreender como ele utiliza o território e assim, estudar estratégias de conservação da onça-pintada na região.
De volta à natureza
O animal foi devolvido à natureza por equipes do Projeto Onças do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio, CENAP/ICMBio, Itaipu Binacional e outras instituições.
Tape’ỹ foi transportado em uma caixa especializada e liberado.
Há 20 anos sem registro
Segundo a Onças do Iguaçu, há mais de vinte anos não existiam registros de onças-pintadas na região do lago de Itaipu, onde o animal foi encontrado.
Apesar dos exames e análises, não foi possível identificar a razão de Tape’ỹ estar em uma área urbana.
O nome Tape’ỹ é de origem tupi e significa “aquele que perdeu o caminho”, uma referência à trajetória incomum que o levou até a cidade.
*Sob supervisão de André Rigue.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anaclaracampos.
